14:04 25 Setembro 2017
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    Por que razão empresas alemãs apostam no Extremo Oriente russo?

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    Economia
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    As empresas alemãs podem contribuir de forma significativa para o desenvolvimento do Extremo Oriente russo, disse à Sputnik Alemanha o chefe do Departamento de Economia e Ciência da Embaixada da Alemanha na Rússia, Thomas Graf.

    Os empresários alemães veem um enorme potencial no Extremo Oriente russo e, por isso, as empresas têm interesse em investir na região, disse Graf.

    "É claro que a região do Extremo Oriente está longe da Alemanha, e a zona dos interesses alemães fica mais a oeste, no entanto, é bastante óbvio que esta região é um território com grande potencial, cuja infraestrutura precisa de um desenvolvimento sério. É por isso que as empresas alemãs têm muito a oferecer, estamos muito interessados em participar do Fórum Econômico do Oriente [um evento que reúne empresários interessados em investir na região]. Aqui se discutem várias questões-chave, por exemplo, as energias renováveis, o processamento de gás ou a agricultura", disse o economista.

    Falando sobre o problema das sanções impostas à Rússia pela Europa, Graf sublinhou que o diálogo russo-alemão se desenvolve intensamente apesar das medidas restritivas.

    "Este ano, o comércio cresceu 25%. Indiscutivelmente, sem sanções, seria ainda mais significativo [o crescimento], porque as restrições têm um efeito psicológico para os empresários e podem levar a dificuldades graves nos projetos que estão sendo implementados, mas as empresas já se adaptaram às novas condições", admitiu Graf.

    Como exemplo de colaboração, o empresário mencionou a construção de um laser de raios X em Hamburgo, um projeto do qual a Rússia participa.

    As relações entre Moscou e os países ocidentais agravaram-se devido à crise na Ucrânia e à adesão da Crimeia à Rússia.

    Os EUA, a UE e outros países ocidentais aprovaram vários pacotes de sanções contra cidadãos, empresas e setores da economia russa. Em resposta, a Rússia restringiu a importação de produtos alimentares dos EUA, da UE, Austrália, Canadá e Noruega.

    Moscou tem afirmado repetidamente que não tem interferência no conflito interno ucraniano e possui interesse na resolução pacífica do confronto.

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    Tags:
    relações econômicas, investimento, sanções, Extremo Oriente, Alemanha, Rússia
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