01:19 25 Setembro 2017
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    Forbes prevê fracasso da OPEP uma vez que Rússia se familiarize com xisto

    © REUTERS/ Heinz-Peter Bader
    Economia
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    Quando a Rússia se familiarizar com a tecnologia de extração de petróleo de xisto na Sibéria, os exportadores da OPEP terão os dias contados, disse o analista Kenneth Rapoza da revista Forbes.

    A capacidade dos países da OPEP de influenciar os preços do petróleo acabará nesse momento e, a partir de então, a Rússia e os Estados Unidos determinarão o tom da indústria, disse o especialista.

    A formação siberiana de Bazhenov na Sibéria Ocidental possui grandes reservas de hidrocarbonetos, mais do que as jazidas juntas Eagle Ford e Bakken nos EUA e é estimada pelo Departamento de Energia dos EUA como o maior depósito de petróleo e gás de xisto no mundo.

    De acordo com a Administração de Informação de Energia (AIE, na sigla em inglês) por causa desse depósito, a Rússia tem a segunda maior reserva de petróleo de xisto no mundo, com 74,6 bilhões de barris em comparação com 78,2 bilhões de barris dos EUA. A China está em terceiro lugar com cerca de 32,2 bilhões de barris.

    "Devido às sanções impostas à Rússia pela situação na Ucrânia, as empresas petrolíferas russas não podem se associar a empresas dos EUA para ensiná-las a extrair o petróleo de xisto. A Ucrânia foi um bom pretexto para manter a Rússia controlada, enquanto Washington reforça estar fazendo isso para defender seus novos aliados em Kiev. Mas se os russos puderem enviar cosmonautas ao espaço, ainda mais possuindo uma das maiores empresas petrolíferas do planeta, eles também saberão como extrair petróleo de xisto", disse Rapoza.

    De acordo com o analista, Bazhenov e a Bacia do Permian no Texas garantem a independência dos EUA e da Rússia no campo da energia por muitos anos.

    Ele não tem dúvidas de que a Rússia desenvolverá a tecnologia para extrair o xisto no devido momento. E quando isso acontecer, o confronto entre as três primeiras potências energéticas do mundo, ou seja, a Rússia, EUA e China, alcançará outro nível.

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    Tags:
    hidrocarbonetos, petróleo, gás de xisto, OPEP, EUA, Rússia
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