09:57 26 Setembro 2017
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    OPEP quer reduzir produção de petróleo

    EUA preparam 'uma guerra-relâmpago' petrolífera?

    Ryad Karamdi/AFP
    Economia
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    O acordo da OPEP+ para reduzir a extração de petróleo alcançado em dezembro de 2016 não deu os resultados esperados, ou seja, o aumento de preços.

    No dia 24 de julho em São Petersburgo, durante um comitê de ministros para monitorar o cumprimento de acordo da OPEP+, os representantes da Arábia Saudita disseram que estão prontos nem só para reduzir a extração, mas também para reduzir as exportações de petróleo. A Rússia, com pequenas ressalvas, também está pronta para fazer isto.

    A edição Novaya Gazeta escreve, citando o Wall Street Journal, que antes da cimeira principal o ministro do Petróleo da Arábia Saudita realizou um encontro com países que não diminuíram a extração como devia ser. A Nigéria e Líbia não foram obrigadas a fazer isto e, por isso, de algum modo compensaram a diminuição que efetuaram os outros países.

    Os sauditas querem estabelecer um preço alto do petróleo, é essencial para eles, e por isso eles estão mesmo prontos para reduzir unilateralmente não só a produção, mas também a exportação de petróleo para 6,6 milhões de barris por dia.

    Khalid Al-Falih apelou aos outros países para seguirem o exemplo do reino, notando que alguns membros da OPEP continuam exportando enormes quantidades de petróleo. O preço de 60 dólares por barril é essencial para a Arábia Saudita para levar a cabo o seu plano de venda das ações da companhia petrolífera estatal Saudi Aramco.

    O preço alto do petróleo é necessário para todos os participantes do acordo por vários motivos econômicos ou políticos. A economia russa não poderá sair da estagnação, e o regime de Nicolás Maduro na Venezuela depende das receitas do petróleo. Talvez por isso, os dois países foram os primeiros a apoiar a proposta da Arábia Saudita para estender o acordo para depois de março de 2018.

    Um aumento brusco da produção de petróleo de xisto nos EUA foi um dos principais fatores que fez diminuir os preços do petróleo acentuadamente em 2014. Além disso, em 2015, os EUA sob a gestão de Barack Obama foram autorizados, pela primeira vez em 40 anos, a exportar petróleo.

    Segundo as previsões da agência PIRA Energy Group, o aumento da produção de petróleo de xisto poderá transformar os EUA em um dos principais exportadores deste recurso no mundo.

    Mas os americanos têm seu próprio interesse em preços elevados do petróleo. Apenas a um preço de cerca de $ 50 por barril a produção de petróleo de xisto se torna rentável.

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    Tags:
    guerra de preços, petróleo, OPEP, Venezuela, Arábia Saudita, São Petersburgo, Rússia
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