12:46 24 Junho 2017
Ouvir Rádio
    Mar de Barents

    Por que Rússia constrói Ilhas artificiais no mar de Barents

    © Sputnik/ Vladimir Astapkovich
    Economia
    URL curta
    126491251

    De acordo com um decreto assinado pelo premiê russo, Dmitry Medvedev, no sábado (17), quatro ilhas artificiais serão construídas no mar de Barents.

    O documento destaca que as faixas de terra no mar de Barents serão utilizadas para a fabricação de instalações marítimas de grande capacidade. A iniciativa é parte de um projeto de grande escala para explorar novos campos de gás em Yamal, executado pela empresa de energia Novatek.

    O centro vai fabricar equipamento marítimo para o gás natural liquefeito (GNL), incluindo o armazenamento, o transporte e instalações de manutenção.

    O projeto será financiado pelo Estaleiro de Kola, com custo total estimado chegando a mais de 25 bilhões de rublos (mais de R$ 1,3 bilhão).

    "A construção do centro irá criar cerca de 10.000 postos de trabalho, aumentar as receitas fiscais, atrair novos investimentos para a região e desenvolver altas tecnologias", destaca o documento.

    Projeto de importância estratégica

    O centro está planejado ser construído até ao final de 2020 perto da aldeia de Belokamenka, na região de Murmansk. A primeira doca seca está previsto ser concluída no primeiro semestre de 2019.

    Durante o Fórum Econômico de São Petersburgo 2017 (SPIEF), realizado em junho, a Novatek assinou um memorando de entendimento sobre para um contrato de investimento com o Ministério do Comércio russo e o governo da região de Murmansk.

    "Um centro para a fabricação de instalações marítimas de grande capacidade seria muito importante para explorar o enorme potencial de recursos da Rússia no Extremo Norte. Essa fábrica irá aumentar a capacidade competitiva dos futuros projetos de GNL", declarou o diretor-geral da Novatek Leonid Mikhelson.

    Por sua vez, o governo de Murmansk disse que os investimentos na região devem chegar a mais de 50 bilhões de rublos (mais de R$ 2,7 bilhões). A iniciativa tem o estatuto de projeto de investimento estratégico.

    GNL de Yamal

    O potencial de produção de GNL na península de Yamal, incluindo a península de Gydan, é estimado em 70 milhões de toneladas por ano.

    O equipamento fabricado pelo Estaleiro de Kola será usado pela Novatek para construção do novo centro de produção de GNL na península de Gydan. Suas reservas de gás são estimadas em mais de 1,2 trilhões de metros cúbicos. As instalações serão construídas em plataformas perto da costa.

    Este projeto será a segunda fábrica de GNL na região. A primeira está atualmente sendo construída como parte do centro de GNL de Yamal. Tem uma capacidade anual de 16,5 milhões de toneladas. A instalação vai começar operando com plena capacidade em 2019.

    O GNL será enviado em navios-tanque ao porto de Sabetta e, em seguida, transportados através da Rota Marítima do Norte. Está previsto serem construídos um total de 15 navios-tanque de transporte de gás. O primeiro recebeu recentemente seu nome em homenagem a Christophe de Margerie, o ex-chefe da empresa petroleira Total, que morreu em um acidente de avião no aeroporto de Vnukovo, em Moscou, em 2014.

    O navio-tanque pode suportar temperaturas até 61 graus negativos e navegar em camadas de gelo com até dois metros de espessura. Ele é capaz de transportar mais de 172.000 de metros cúbicos de GNL.

    De acordo com o ministro da Energia russo, Aleksandr Novak, depois de o centro de GNL de Yamal começar operando com plena capacidade, as exportações de gás da Rússia aumentarão em 10 % e a parte da Rússia no mercado mundial do GNL será aumentada para 8-9 %.

    Mais:

    A bomba de petróleo preparada pelos EUA para Venezuela
    Aumento de reservas nos EUA faz baixar o preço do petróleo
    Guerra de preços? Arábia Saudita surpreende o mundo com corte nos preços do petróleo
    Tags:
    ilhas artificiais, reservas, Gás Natural Liquefeito, SPIEF 2017, Novatek, Dmitry Medvedev, Yamal, Mar de Barents, Rússia
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik