08:59 30 Novembro 2020
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    O governo da Mongólia aprovou um programa anticrise e pretende aumentar os impostos, reduzir as bolsas sociais para receber $5,5 bilhões do Fundo Monetário Internacional (FMI). Enquanto as autoridades esperam o veredicto dos credores, a população não poupa suas economias, joias e mesmo cavalos para limitar o défice orçamental.

    O governo da Mongólia adotou um plano de cinco anos para sair da crise. Entretanto, as autoridades pedem aos cidadãos para não perderem tempo e ajudarem o país, cuja dívida pública atingiu $580 milhões, informa a agência Bloomberg.

    O primeiro a começar o movimento popular de ajuda ao governo foi o conhecido economista da Mongólia Bukhuu Osargarav. Ele doou ao Estado 100 milhões de tugriks mongóis ($40 mil), um cavalo de raça e um anel de ouro. Seu exemplo foi seguido por dois deputados, que deram a mesma soma. 

    No entanto, não só pessoas conhecidas participaram da ação. Os cidadãos simples também tentam salvar a economia nacional, embora os economistas advirtam que eles terão de apertar os cintos no futuro mais próximo.

    Condições do FMI e medidas do governo

    De acordo com o programa, para receber $5,5 bilhões do FMI, do Banco Mundial, da Coreia do Sul e do Japão, a Mongólia terá de aumentar os impostos sobre os combustíveis, tabaco, álcool e automóveis, bem como reduzir as bolsas sociais. 

    Além disso, o primeiro-ministro do país, Jargaltulgyn Erdenebat, prometeu canalizar os empréstimos à extração de recursos naturais, ouro, carvão e minérios, para além da atração de investidores estrangeiros.

    Segundo o canal RT, os moradores de Ulan Bator, capital do país, estão otimistas quanto às medidas.

    "No ano passado, na Mongólia realizaram-se as eleições parlamentares, as pessoas acreditam que a mudança do governo beneficiará ao país. O governo diz que iremos superar a crise no prazo de 2-3 anos", cita o RT um dos habitantes.  

    Esperando investimentos 

    O ano de 2016 foi catastrófico para a Mongólia, cuja economia cresceu só 1,3%. Os investidores começaram a fugir do país devido à ameaça de default. 

    Ainda em 2011, o PIB crescera 17,3%, um índice inatingível para muitos países. Os ritmos rápidos foram provocados pelo interesse dos investidores nas matérias-primas: a Mongólia exporta cobre e outros minérios.

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    Tags:
    dívida, investimentos, economia, FMI, Mongólia
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