20:30 16 Dezembro 2017
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    Matthew, navio-tanque de gás liquifeito, nos EUA

    China recebe primeiro lote de gás natural liquefeito dos EUA

    © AP Photo/ Lawrence Jackson
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    O primeiro lote de gás natural liquefeito (GNL) do território continental dos Estados Unidos chegou à China após a reconstrução do Canal do Panamá, que facilitou o acesso dos fornecedores de combustíveis dos Estados Unidos aos mercados asiáticos, informa o Wall Street Journal.

    O GNL norte-americano não estava conseguindo alcançar os mercados asiáticos, pois o transporte é realizado em grandes navios-petroleiros, que devido ao tamanho, não conseguiam passar pelo Canal do Panamá até sua reconstrução.

    "A expansão do canal é essencial para o comércio de GNL, é reduzido o tempo do frete e o custo para transporte do gás, saindo do Golfo do México para os principais mercados asiáticos", informa o Departamento de Energia dos EUA.

    O novo trajeto pode reduzir o tempo de entrega do GNL norte-americano para a Ásia em aproximadamente um terço, para 20 dias, afetando o custo final do gás.

    No entanto, se levarmos em consideração o crescimento da oferta do GNL nos mercados globais (neste ano, novas fábricas produzirão 40 milhões de toneladas), o preço do GNL se encontra em turbulência. A procura pelo Japão e Coreia do Sul, que são os maiores importadores de GNL do mundo, está reduzindo. Além disso, muitos clientes já assinaram contratos de longo prazo com produtores de gás.

    Os EUA começaram a exportar seu gás em fevereiro, quando a empresa Cheniere Energy iniciou importar gás para o Brasil. Em abril, o primeiro navio-petroleiro com GNL norte-americano chegou à Europa.

    Em junho, o Canal do Panamá foi reaberto depois de quase nove anos de reconstrução. Depois da reforma, navios de grande porte podem passar pelo Canal. A capacidade da hidrovia do Pacífico para o Oceano Atlântico dobrou após modernização do canal: de 300 a 600 milhões de toneladas ao ano.

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    Tags:
    energia, canal do Panamá, gás, China, EUA
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