17:49 26 Outubro 2021
Ouvir Rádio
    Defesa
    URL curta
    8927
    Nos siga no

    Christopher Woody, colunista da revista Business Insider, explica como os EUA poderiam cortar o acesso da Rússia ao oceano Atlântico.

    Bombardeiros furtivos B-2 Spirit retornaram da Islândia aos EUA neste mês depois de conduzirem durante duas semanas e meia operações a partir da base aérea islandesa de Keflavík, em uma primeira missão desta natureza que reflete o aumento do foco das Forças Armadas dos EUA no Norte da Europa.

    No final de agosto e início de setembro, os bombardeiros treinaram com caças americanos e britânicos no mar do Norte, além de realizar uma missão com caças F-35 da Força Aérea da Noruega "destinada a testar os procedimentos de escolta, utilização de armamento padrão, supressão e destruição de defesas aéreas".

    A base aeronaval de Keflavik era usada pela Marinha dos EUA durante a Guerra Fria.

    "A localização da Islândia no centro de uma área conhecida como brecha GIUK [amplo setor estratégico do oceano Atlântico que teve grande importância durante a Guerra Fria] permite que as aeronaves monitorizem estas águas, através das quais os navios e submarinos da poderosa Frota do Norte da Rússia teriam que passar para chegar ao Atlântico", escreve o autor.
    Boeing P-8 Poseidon da Marinha dos EUA durante os exercícios militares dos países da OTAN Sea Breeze-2019
    © Sputnik / Igor Maslov
    Boeing P-8 Poseidon da Marinha dos EUA durante os exercícios militares dos países da OTAN Sea Breeze-2019

    A base foi fechada pelos EUA em 2006, mas nos últimos anos as atividades em Keflavik foram reiniciadas, uma vez que os exércitos dos EUA e da OTAN buscam conter as forças da Rússia, cada vez mais capazes e mais ativas, avança o artigo.

    Em 2018 e 2020, os EUA alocaram US$ 14,4 milhões (R$ 76,6 milhões) e US$ 38 milhões (R$ 202 milhões), respetivamente, para desenvolvimento e reconstrução da infraestrutura em Keflavik.

    Woody observou ainda que as aeronaves de reconhecimento e patrulhamento antissubmarino P-8 Poseidon da Força Aérea dos EUA retomaram suas atividades a partir desta base.

    Mais:

    Rússia está na frente dos países ocidentais na criação de armas hipersônicas, afirma ministro
    Submarino nuclear russo conduz lançamento de míssil de cruzeiro durante exercício no Ártico (VÍDEO)
    Bombardeiros russos Tu-160 são escoltados por caças da OTAN no mar Báltico (VÍDEO)
    Tags:
    Frota do Norte, Rússia, submarinos, Islândia, base aérea, oceano Atlântico
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar