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    EUA não pretendem entrar em guerra com a Rússia que possui armamento nuclear modernizado, afirmou na segunda-feira (13) o general John Hyten, vice-presidente do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA.

    "As forças nucleares da Rússia estão agora totalmente modernizadas e as nossas não", explicou general em uma videoconferência organizada pela Instituição Brookings. Por isso, Hyten instou a acelerar a modernização dos armamentos nucleares americanos.

    De acordo com ele, o atual objetivo estratégico principal dos EUA é evitar o risco de uma guerra com a Rússia e China.

    Apesar de ter havido muitos conflitos no mundo, como a guerra no Vietnã, por exemplo, os EUA nunca buscaram um confronto direto com a União Soviética, observou alto comandante.

    "Quando se trata de grandes potências, nosso objetivo deve ser nunca permitir que haja uma guerra contra a China, nunca permitir uma guerra contra a Rússia, porque esse será um dia terrível para o planeta, um dia terrível para nossos países. Destruirá o mundo e destruirá a economia mundial", ressaltou general.

    Mísseis balísticos DF-26 da China
    © AP Photo / Rolex Dela Pena
    Mísseis balísticos DF-26 da China

    EUA são lentos na competição militar com Rússia e China

    O Departamento de Defesa está sendo abrandado pela burocracia e aversão ao risco, enquanto tenta modernizar suas capacidades para competir com a China e Rússia.

    "A desvantagem é que ainda estamos indo incrivelmente devagar", comentou o general, acrescentando que "somos tão burocráticos e tão avessos ao risco".

    "Quando você não tem nenhum adversário potencial, pode tentar remover todos os riscos no sistema e pode ir devagar, mas quando tem um concorrente como a China e a Rússia […] indo rápido, você tem que ser capaz de se mover rápido também. E ainda nos movemos muito devagar", disse.

    Hyten mencionou a rapidez sem precedentes com que Pequim está desenvolvendo suas capacidades militares, particularmente seu arsenal nuclear, como uma das principais preocupações do Pentágono.

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    Tags:
    armas nucleares, guerra nuclear, capacidade militar, EUA, China, Rússia
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