07:13 27 Julho 2021
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    Estados Unidos têm tido sérias dificuldades nas tentativas de alcançar a Rússia e a China no desenvolvimento de armas hipersônicas, escreve Mark Episkopos, analista do The National Interest.

    O autor do artigo observa que os especialistas dos EUA ainda estão divididos sobre a importância das armas hipersônicas e se esse armamento pode ou não moldar decisivamente as capacidades militares do país ou alterar a lógica básica da dissuasão nuclear.

    Episkopos cita um recente relatório do Serviço de Pesquisa do Congresso (CRS) segundo qual, nos últimos anos Washington aumentou o financiamento de programas para desenvolver este tipo de armas. Uma das razões foi aumento de potencial de Moscou e Pequim nesta área.

    Destaca-se que a Rússia e a China estão apostando em sistemas hipersônicos com capacidades nucleares. Os EUA, por sua vez, as desenvolvem para uso tático. O relatório ressalta que a segunda variante exige maior precisão e que estas armas são mais difíceis de desenvolver do que os homólogos nucleares.

    O Pentágono também está revendo as opções de defesa contra mísseis hipersônicos, mas essas propostas ainda estão em um estado incipiente.

    Michael D. Griffin, subsecretário da Defesa e Engenharia destacou os potenciais problemas enfrentados pelos EUA nesta área.

    "Os EUA não têm sistemas que possam manter a China e a Rússia em risco de forma correspondente, e nós não temos defesas contra [seus] sistemas", disse Griffin durante discurso no Congresso dos EUA.

    O Departamento de Defesa ainda nem sequer estabeleceu um conjunto claro de parâmetros operacionais para as armas hipersônicas: "Para que missões serão usadas as armas hipersônicas? As armas hipersônicas são o meio mais econômico de executar essas potenciais missões?

    Devido às incertezas, o Pentágono tem enfrentado vários desafios no desenvolvimento destas armas, relacionados particularmente com o seu financiamento.

    Muitos peritos sugerem a inclusão dos sistemas hipersônicos em acordos de controle de armas ou estabelecimento de novos tratados com o objetivo de reduzir ou proibir completamente seus ensaios.

    Como o Pentágono continua lidando com estas questões centrais, a brecha entre Washington, por um lado, e Pequim e Moscou, por outro, na tecnologia hipersônica não mostra sinais de se reduzir nos próximos anos.

    Nesta segunda-feira (19) Ministério da Defesa da Rússia informou que a fragata russa Admiral Gorshkov lançou com sucesso um míssil hipersônico Tsirkon contra um alvo terrestre.

    O míssil foi lançado a partir do mar Branco e atingiu com sucesso o alvo, a mais de 350 quilômetros de distância.

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    Tags:
    Rússia, China, Pentágono, EUA, tecnologias hipersônicas, míssil hipersônico
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