20:14 02 Agosto 2021
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    China começou a construção de mais de 100 novos silos de mísseis balísticos perto da cidade de Yumen, na província de Gansu, aponta mídia dos EUA.

    China está supostamente construindo no total 119 silos para mísseis balísticos intercontinentais em um deserto próximo à cidade de Yumen, localizada no noroeste do país, informa The Washington Post citando um grupo de especialistas independentes dos EUA.

    As imagens de satélite obtidas pelos pesquisadores do Centro James Martin de Estudos de Não Proliferação em Monterey, Califórnia, mostram os trabalhos de construção em andamento em dezenas de locais em uma zona que abrange centenas de quilômetros quadrados.

    Especialistas apontam que os locais de construção quase idênticos apresentam características similares às das instalações de lançamento existentes para o arsenal chinês de mísseis balísticos com ogivas nucleares.

    ​China está construindo mais de 100 novos silos para mísseis balísticos intercontinentais (ICBM), o que poderia sinalizar uma grande expansão das capacidades nucleares de Pequim.

    "Se os silos em construção em outros locais em toda a China forem adicionados, o total chega a cerca de 145 silos", disse ao jornal Jeffrey Lewis, diretor do Programa de Não Proliferação na Ásia Oriental do Centro de Estudos de Não Proliferação, que faz parte do Instituto de Estudos Internacionais de Middlebury.

    Cada um dos referidos locais se situa a cerca de três quilômetros de outros semelhantes, e muitos deles estão tapados por uma grande cobertura em forma de cúpula, seguindo uma prática observada em outros locais conhecidos de construção de silos de mísseis no país.

    O especialista observou que as instalações são provavelmente construídas para mísseis balísticos intercontinentais DF-41, que podem ser armados com várias ogivas e atingir alvos a 15 mil quilômetros de distância, colocando potencialmente ao alcance o território continental dos EUA.

    Lewis ressaltou que China está expandindo suas forças nucleares para manter uma dissuasão que possa sobreviver a um primeiro ataque dos EUA em número suficiente para derrotar a rede de defesa de mísseis norte-americana.

    Estima-se que a China tenha mais de 300 ogivas nucleares, muito menos do que os EUA e a Rússia, que possuem milhares de ogivas nucleares apesar dos esforços de desarmamento.

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    Tags:
    China, EUA, DF-41, míssil balístico intercontinental
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