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    Em um vídeo divulgado na Internet, o Exército dos EUA demonstra poderio de nova tecnologia bélica que pretende levar para o Indo-Pacífico.

    O Exército dos EUA disparou um lançador autônomo em uma demonstração nesta quarta-feira (16), no Campo de Provas de Yuma, Arizona, com foco em como ele poderia ser implantado para atingir navios e outros sistemas defensivos inimigos em operações de múltiplos domínios no Indo-Pacífico.

    Um vídeo nas redes sociais mostra uma simulação na qual o Lançador Autônomo de Múltiplos Domínios (AML, na sigla em inglês), sai da rampa de um C-130 enquanto um Sistema de Foguetes de Artilharia de Alta Mobilidade (HIMARS, na sigla em inglês) sai de outra aeronave.

    Exército disparou um lançador autônomo em uma demonstração no Campo de Provas de Yuma, focada em como ele poderia ser implantado para atingir navios e outros sistemas defensivos inimigos em operações de múltiplos domínios no Indo-Pacífico.

    Quando os mísseis destroem seus alvos, os lançadores voltam para dentro do C-130 e a aeronave decola, enquanto os caças americanos são acionados durante a janela de oportunidade criada pela destruição desses alvos inimigos.

    De acordo com o brigadeiro-general John Rafferty, que é encarregado do esforço de modernização dos disparos de precisão de longo alcance do Exército, o AML repetiu o processo e posteriormente foi implantado em duas outras ilhas seguindo o primeiro cenário.

    Na missão, de cerca de uma hora e 15 minutos, o Exército disparou sete foguetes simulando a capacidade de alcance futura do Míssil de Ataque de Precisão (PrSM, na sigla em inglês) desde cerca de 500 quilômetros até bem acima dessa distância. 

    ​O Exército dos EUA disparou um lançador autônomo em uma demonstração de 16 de junho no Campo de Provas de Yuma, Arizona, com foco em como ele poderia ser implantado para derrubar navios inimigos e outros sistemas defensivos em operações de múltiplos domínios no teatro Indo-Pacífico. 

    A demonstração mostrou aos soldados que o comprovaram que o lançador autônomo poderia ajudá-los a desempenhar atividades atuais dentro de operações que são perigosas ou que não podem ser feitas com os sistemas de hoje. Os militares sentiram que a capacidade poderia mantê-los em combate por mais tempo e oferecer mais proteção e maior letalidade, já que a cabine do HIMARS pode ser substituída para acomodar mais munições.

    "Você pode ter todos os tipos de configurações diferentes de mísseis, dependendo do tipo de luta em que deseja entrar", disse Jeffrey Langhout, diretor do Centro de Aviação e Mísseis, ao Defense News.

    O programa também usa esforços tecnológicos já em desenvolvimento no Exército, cujos investimentos custaram cerca de US$ 10 milhões (mais de R$ 50 milhões) até agora.

    O Exército ainda não decidiu se um lançador autônomo fará parte da futura força, mas a demonstração marca um ponto de partida. Rafferty disse que o Exército continuará a trabalhar com a força operacional no Indo-Pacífico para desenvolver o conceito, e o serviço continuará a amadurecer a tecnologia.

    O Exército também passará o próximo ano, de acordo com Rafferty, trabalhando em um acordo de transição com o lado de aquisição da Câmara para desenvolver o que pode vir a se tornar um programa de registro.

    "Ainda não chegamos lá. Ainda é muito cedo na [ciência e tecnologia], e o desenvolvimento deste conceito foi realmente para mostrar a nossos parceiros de aquisição e à liderança do Comando de Futuros do Exército o que pensamos que podemos fazer e o que poderia ser", concluiu.

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    Tags:
    lançador de mísseis, lançador, EUA, Indo-Pacífico, tecnologia, poderio bélico
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