06:06 16 Junho 2021
Ouvir Rádio
    Defesa
    URL curta
    8914
    Nos siga no

    Segundo o ativista Christopher Rufo, a Lockheed Martin está enviando seus funcionários para um curso de reeducação "neorracista".

    Anteriormente, a Lockheed Martin enviou seus executivos a um programa de capacitação em diversidade de três dias destinado a "desfazer" sua "cultura masculina branca" e a incentivá-los a expiar seu "privilégio branco", segundo documentos obtidos por Christopher Rufo, um dos ativistas mais conhecidos contra os ensinamentos da teoria crítica da raça.

    No grupo de 13 empregados de altos cargos da empresa estava Glenn David Woods, vice-presidente de produção na Lockheed Martin e responsável pelo programa de caças F-35, que ficou famoso pelo seu alto custo, falhas e atrasos.

    O curso foi ministrado por uma organização de homens brancos voltados para os esforços de diversidade e inclusão.

    Entre os clientes desta organização estão gigantes como Intel e Coca-Cola, fabricantes de armas como Lockhedd Martin, Boeing e BAE Systems, bem como Colonial Pipeline, o maior sistema de gasodutos para produtos petrolíferos refinados dos EUA.

    De acordo com o ativista, os executivos da Lockheed Martin tiveram que repetir uma série de declarações que menosprezavam sua própria raça, entre elas: "minha cultura me ensina a minimizar as perspectivas e poderes das pessoas de outras raças" ou "posso cometer atos de terrorismo, violência ou crime e não ter isso atribuído a minha raça".

    "Eles realizaram uma série de exercícios em que tiveram que revisar 156 declarações de privilégio de homens brancos: desculpar-se por sua raça, desculpar-se por seu sexo e orientação", observou Rufo, citado pela Fox.

    "A Lockheed Martin recebe dezenas de bilhões de dólares provenientes dos contribuintes. Quero saber quantos programas que denigrem explicitamente os homens brancos a empresa realizou [...] Os contribuintes não deveriam subsidiar o despertar do racismo na maior corporação dos EUA", enfatizou.

    Embora a Lockheed Martin tenha considerado mais importante que seus empregados de alto nível expiem seus pecados raciais que a missão principal da corporação: a construção de aviões de combate.

    Uma inspeção do pentágono no início de 2020 encontrou mais de 800 falhas de software no F-35 e defeitos que inutilizaram a aeronave.

    Mais:

    'Nossa peça dominante': melhoramentos na cabine do F-35 custarão mais de US$ 440 mi, informa mídia
    Preço dos motores dos caças F-35 aumenta com expulsão da Turquia do programa
    'Subestimamos a complexidade': sistema logístico do F-35 terá 'pausa estratégica', dizem EUA
    Tags:
    F-35, falha, Lockheed Martin, eua, avião de assalto, avião de combate, avião de ataque
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar