02:30 21 Junho 2021
Ouvir Rádio
    Defesa
    URL curta
    0 314
    Nos siga no

    O presidente dos EUA, Joe Biden, pretende elevar os investimentos na Defesa para modernizar armas nucleares contra "a grande ameaça chinesa".

    Anteriormente, foi relatado que o Pentágono pretende se desfazer de alguns de seus antigos equipamentos, que possuem altos custos de manutenção.

    A iniciativa, como de costume, está focada contra a China e pretende melhorar as capacidades dos EUA através da implantação e modernização de radares, satélites e sistemas de mísseis na região.

    O orçamento do Departamento de Defesa de US$ 715 bilhões (R$ 3,7 trilhões) definido por Biden vai transferir fundos destinados a sistemas envelhecidos para modernização das armas nucleares dos EUA, com o objetivo de conter a "ameaça chinesa", além de expandir as capacidades militares futuras.

    De acordo com fontes, a requisição do orçamento de defesa, que será enviada ao Congresso nesta sexta-feira (28), inclui gastos com a prontidão das tropas, área espacial, iniciativa para conter a China no Pacífico e com tecnologias de armas nucleares.

    Isso demonstra o desejo dos militares norte-americanos em fortalecer suas capacidades para competir com a Rússia e a China. Parte do orçamento será alocado para o futuro desenvolvimento e teste de mísseis hipersônicos e outros sistemas de armas de última geração.

    A administração Biden também pretende adquirir 85 caças furtivos F-35 como parte dos objetivos do Pentágono.

    Por sua vez, a Marinha dos EUA planeja lançar 12 navios de combate de superfície adicionais. Contudo, Biden pretende incluir apenas oito embarcações, segundo fontes.

    Embora reduzindo o número de sistemas ultrapassados, a administração Biden continuará investindo na modernização da tríade nuclear americana, um projeto caro que o Congresso estima que custará mais de US$ 60 bilhões (R$ 314 bilhões) por ano em média na próxima década e mais de US$ 1 trilhão (R$ 5 trilhões) no total.

    Os Estados Unidos dizem repetidamente pretender enfrentar as ameaças chinesa e russa. Nas disposições transitórias da Estratégia de Segurança Nacional, Washington classificou ambos os países de principais ameaças, enquanto a China foi qualificada como primeiro adversário potencial.

    Mais:

    General norte-americano: enquanto EUA saem do Oriente Médio, China e Rússia podem vir
    EUA cogitaram usar arma nuclear contra China na Crise do Estreito de Taiwan de 1958, diz documento
    China diz não tolerar 'interferência externa' sobre Taiwan, após conversa entre EUA e Coreia do Sul
    Tags:
    armas nucleares, tensão política, tensão militar, tensão, conflitos, China, EUA
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar