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    A Honeywell, empresa que produz sistemas de defesa aeroespaciais, foi multada em US$ 13 milhões (cerca de R$ 69,6 milhões) por ter compartilhado informação técnica sobre caças norte-americanos, entre outros equipamentos aéreos, com a China, colocando em risco a segurança nacional.

    O Departamento de Estado dos EUA declarou na segunda-feira (3), que havia chegado a um acordo com a companhia em causa, a qual teria compartilhado 71 documentos com China, Taiwan, Canadá e Irlanda, entre 2011 e 2015. Nestes, estavam incluídas especificações de peças para o caça F-35, para o bombardeiro de longo alcance B-1B Lancer e para o caça F-22, bem como motores de turbinas a gás e outros dispositivos eletrônicos militares. No total, resultaram 34 acusações contra a empresa norte-americana, reporta o South China Morning Post.

    A Honeywell afirma ter "compartilhado inadvertidamente" a tecnologia durante "discussões de negócios normais", mas "nenhum detalhe de fabricação ou engenharia foi compartilhado", disse a empresa citada pela mídia.

    Considerando que a companhia teria voluntariamente reconhecido suas violações à segurança estadunidense, o Departamento de Estado decidiu que não a vai banir.

    Desde 2003, a Honeywell estaria expandindo sua presença no gigante asiático, nesse ano teria se mudado de Singapura para Xangai e, em 2017, pago US$ 100 milhões (aproximadamente R$ 534,4 milhões) pelo terreno no qual suas instalações foram construídas. Porém, dois anos mais tarde, foi alvo de sanções por parte de Pequim, devido à venda de armas para Taiwan durante a presidência de Donald Trump.

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    Tags:
    multa, militar, informação, China, EUA
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