12:33 22 Setembro 2021
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    A implantação de mísseis e unidades navais na região russa de Kaliningrado coloca a OTAN ante um "dilema operacional ", aponta colunista na The National Interest justificando a necessidade potencial de "ocupação física" da região.

    De acordo com o colunista Sebastien Roblin, o contínuo reforço e aumento do contingente militar em Kaliningrado – um exclave russo situado entre a Polônia e a Lituânia – "coloca grandes dilemas operacionais para a OTAN em caso de um conflito", uma vez que os ataques de mísseis a partir desta região estratégica russa seriam "um tormento" para a OTAN, impedindo a circulação das forças aéreas, marítimas e terrestres através da Polônia e do Báltico.

    Kaliningrado é o único porto de águas quentes da Rússia no mar Báltico, o que significa que o seu porto não congela durante o Inverno. O porto marítimo de Baltiysk em Kaliningrado é a base principal da frota russa do Báltico.

    "Os mísseis e unidades navais em Kaliningrado, o território mais ocidental da Rússia, desempenham um papel vital na projeção do poder militar russo no Báltico e na Europa Central, e colocam grandes dilemas operacionais para a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) no caso de um conflito", escreve o colunista.

    Ao se aproximar mais de Kaliningrado, as forças terrestres da OTAN que tentassem atravessar para os países bálticos através do corredor de Suwalki, uma zona estreita entre a Polônia e a Lituânia, seriam arrasadas pelos potentes sistemas de artilharia russos implantados em Kaliningrado.

    Tanques americanos Abrams em uma estação ferroviária na Lituânia (foto de arquivo)
    © AP Photo / Mindaugas Kulbis
    Tanques americanos Abrams em uma estação ferroviária na Lituânia (foto de arquivo)

    Além disso, os radares, os navios de inteligência de sinais e as unidades de guerra eletrônica existentes nesta região russa estariam também bem posicionados para coletar informações importantes sobre as atividades da OTAN e obstruir as suas comunicações.

    A amplitude desses perigos significaria que a Aliança Atlântica seria obrigada a empregar recursos substanciais para neutralizar essas ameaças contendo as forças militares de Kaliningrado e suprimindo os complexos móveis de lançamento de mísseis, a artilharia, aeronaves, os sensores e sistemas de guerra eletrônica no interior do exclave russo, ou enviando alternadamente tropas para sitiar e ocupar fisicamente a região.

    Entre o armamento russo que pode representar ameaça, a revista destaca os submarinos diesel-elétricos, as corvetas de mísseis e antissubmarino, os navios de desembarque, bem como os sistemas de mísseis táticos Iskander-M, os sistemas de mísseis costeiros antinavio Bal, os sistemas de defesa antiaérea S-300 Favorit, S-400 Triumph, e Pantsir-S1, os caças-bombardeiros Su-24M, os caças Su-27 e Su-30SM, os helicópteros Ka-27M e veículos aéreos não tripulados.

    Anteriormente a mídia sueca escreveu que Rússia teria vantagens sobre a Aliança Atlântica em caso de um conflito devido a uma localização terrestre vantajosa na região do mar Báltico, grande quantidade de sistemas antiaéreos e de artilharia, notando ainda que os armamentos dos países-membros da OTAN, tais como a Alemanha, Polônia e Reino Unido, apesar de sua quantidade, estão em condições insatisfatórias.

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    Tags:
    OTAN, países bálticos, conflito armado, Kaliningrado, Frota do Báltico, Polônia
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