09:58 13 Abril 2021
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    A estratégia militar recém-apresentada pelo Reino Unido dificilmente constituirá perigo para a segurança da Rússia e o país apenas tem de monitorar a situação, segundo almirante russo.

    Os planos do Reino Unido de aumentar sua presença nos mares Negro e Báltico e no Ártico são ambiciosos demais e dificilmente criarão perigo para a segurança da Rússia, afirmou à Sputnik um ex-comandante da Frota do Mar Negro da Rússia (1998-2002), Vladimir Komoedov.

    Anteriormente, o Ministério da Defesa do Reino Unido apresentou a estratégia de modernização das Forças Armadas do país. Conforme a nova estratégia, o país aumentará sua presença na região do mar Negro, no Extremo Norte e na região do Báltico.

    "Na verdade, se comportam não como leões-marinhos, mas como serpentes marinhas: sempre girando, rolando, querem morder, mas o ferrão, entende, não é aquedado, não é maligno", disse Komoedov.

    O almirante russo destacou que no mar Negro funciona a Convenção de Montreux, que proíbe aos navios militares que não são de países da região permanecer lá durante mais de 21 dias.

    A Rússia, ao se defender, sempre "deu um soco merecido na cara, inclusive dos britânicos", disse Komoedov.

    No âmbito da nova estratégia de defesa do Reino Unido, a Rússia apenas tem de "vigiar e monitorar cuidadosamente as tentativas de britânicos de prejudicar, mexer, cuspir", afirmou o almirante russo.

    "Tem de haver uma vigilância em regime operacional normal. Devemos detectar, acompanhar o assunto, podemos fazer isso de maneira ativa ou passiva. Se haver algumas intenções em suas manobras ou ações, será preciso responder adequadamente. Paralelamente, talvez, realizar alguns de nossos exercícios", sublinhou o almirante russo.

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    Tags:
    serpentes, mar Báltico, mar Negro, estratégia, almirante, Reino Unido, Rússia
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