22:56 16 Abril 2021
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    Os EUA fizeram uma demonstração de força no Ártico ao enviar para a região bombardeiros B-2 Spirit e conduzir a primeira aterrissagem de um bombardeiro B-1B na área do Círculo Ártico, escreve o Military Watch.

    A edição destaca que as forças dos EUA têm se concentrado cada vez mais nos preparativos para "uma guerra no Ártico", após o envio de vários aviões estratégicos para a região e a implantação de quatro bombardeiros B-1B Lancer na Base Aérea de Orland, na Noruega, marcando a primeira operação de aeronaves norte-americanas fora do país ártico.

    Em 16 de março, dois B-2 juntaram-se a dois bombardeiros B-1B para uma missão ao largo da costa da Islândia. Esta operação da Força Aérea dos EUA foi denominada de "integração de longo alcance de aeronaves no Extremo Norte".

    "As missões da força-tarefa de bombardeiros são fundamentais para manter a nossa vantagem competitiva global. A importância de proporcionar aos pilotos a oportunidade de treinarem em ambientes únicos não pode ser sobrestimada", comentou tenente-general Steven L. Basham vice-comandante da Força Aérea dos EUA na Europa.

    O portal não esconde que a recente demonstração de poderio militar dos EUA no Ártico foi dirigida à Rússia.

    B-2 Spirit norte-americano
    © Foto / US Air Force / Cherie A. Thurlby
    B-2 Spirit norte-americano

    Os Estados Unidos estariam se mostrando preocupados com as forças que Moscou possui na região, que incluem sistemas de defesa antiaérea S-400, sistemas de mísseis Tor e Pantsir, bem como caças-bombardeiros Su-34 e caças interceptadores pesados MiG-31BM.

    Em meados de fevereiro, o secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, expressou sua preocupação relativamente à competição com a Rússia no Ártico.

    "Isto está rapidamente se tornando uma região de competição geopolítica e eu tenho sérias preocupações com o aumento das forças militares russas [...]"

    Neste mês, caças russos MiG-31BM treinaram a interceptação de um avião "inimigo" que tentava violar o espaço aéreo da Rússia nesta região.

    Desde 1º de dezembro de 2020, para fortalecer o agrupamento da aviação na zona ártica, as tripulações de caças MiG-31BM da aviação naval da Frota do Pacífico efetuam a vigilância de defesa aérea a partir do aeródromo de Anadyr.

    O caça interceptador de longo alcance MiG-31BM atinge a velocidade máxima de 3.000 quilômetros por hora e altitudes até 30 quilômetros. O armamento do caça é capaz de abater mísseis de cruzeiro.

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    Tags:
    Força Aérea dos EUA, MiG-31, B-2 Spirit, Rússia, Noruega, Ártico, bombardeiro estratégico
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