12:14 17 Abril 2021
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    As forças terrestres dos EUA em breve receberão novas munições de artilharia. O míssil guiado ER GMLRS para diversos lançadores de foguetes foi testado, atingindo alvo a uma distância de 80 quilômetros.

    Apesar do sucesso, o Pentágono acredita que ainda tem muito a melhorar com relação a este equipamento e aos equipamentos russos. O analista militar Andrei Kots comenta os planos do Pentágono à Sputnik.

    Munições 'douradas'

    Atualmente, as forças terrestres norte-americanas sofrem com a falta de equipamentos modernos de longo alcance, o que vem preocupando os EUA cada vez mais, de acordo com Kots.

    O recente teste da promissora munição foi o segundo do país. O primeiro ocorreu em novembro de 2020, e falhou, com o projétil explodindo no ar, logo após o início do teste.

    Especialistas da Lockheed Martin trabalharam para corrigir as falhas e deficiências encontradas, e dispararam com sucesso a munição. O disparo foi conduzido pelo sistema de lançamento múltiplo de foguetes HIMARS, para o qual a munição foi desenvolvida.

    "O novo míssil guiado elevará significativamente o alcance do LMF [lançador múltiplo de foguetes]. Após passar por revisão, a munição poderá ser utilizada no antigo M270", afirmou Gaylia Campbell, vice-presidente dos Sistemas de Manobras de Combate e Disparos de Precisão na Lockheed Martin.

    De acordo com Campbell, nos próximos testes, será preciso atingir um alcance de 150 quilômetros. Contudo, é improvável que as promissoras munições alcancem seu objetivo, já que custaria muito caro ao Pentágono.

    O ER GMLRS (lançador múltiplo de foguetes guiados de alcance estendido) é um míssil guiado de 227 milímetros com uma ogiva-cluster ou monobloco.

    O equipamento possui um sistema de orientação inercial e por satélite, e tem como objetivo eliminar pequenos alvos, como tanques, bem como pequenos alvos agrupados.

    Atualmente, os EUA possuem aproximadamente 50 mil munições deste tipo. A produção das novas munições está prevista para 2023.

    Superioridade terrestre

    Os norte-americanos seguem tentando fortalecer sua artilharia em busca da superioridade terrestre. Em março deste ano, o país testou o promissor obuseiro M1299, um protótipo de canhão de artilharia autopropulsado, atingindo o alvo a uma distância de 65 quilômetros.

    O disparo ocorreu a partir de um canhão XM907 de 155 milímetros de calibre 58, com dois tipos de munições, sendo o Excalibur e a munição experimental de longo alcance XM1113. Ambas as munições atingiram seus alvos com sucesso.

    Com isso, os EUA seguem tentando alcançar a Rússia, que consideram ter um poder de artilharia superior, tanto em número quanto em potencial.

    Artilharia defasada

    Desde 2016, o Exército russo recebe munições deste tipo, como o Tornado-S, de 300 milímetros de calibre, projetado para eliminar alvos em grupos, como blindados, tanques, sistemas antiaéreos, mísseis táticos, helicópteros, centros de controle, postos de comando e infraestruturas militares.

    O Tornado-S possui um alcance de 120 quilômetros, que futuramente será estendido para 200, enquanto o equipamento norte-americano tem apenas 80 quilômetros de alcance.

    Lançadores múltiplos de foguetes Tornado-S
    © Sputnik / Vitaliy Ankov
    Lançadores múltiplos de foguetes Tornado-S

    Este fato demonstra que, apesar de todo o esforço norte-americano, os EUA seguem defasados, já que enquanto testam munições com alcance de 300 quilômetros, a Rússia já pode alcançar uma distância de 500 quilômetros.

    Além disso, a Rússia possui uma grande diversidade de lançadores múltiplos de foguetes, como o Smerch, Tornado-S, Grad, Tornado-G, além dos TOS-1 e TOS-2, de curto alcance, concluiu Kots.

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    Tags:
    mísseis, forças terrestres, artilharia, Pentágono, eua
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