20:31 12 Abril 2021
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    A ideia de usar animais como armas perseguiu a humanidade durante toda sua história. Neste sentido os EUA não foram exceção, portal Military Times descreve os projetos mais "loucos" (e fracassados) do país.

    Em 1855, o Congresso dos EUA alocou fundos para treinar camelos para o serviço militar. Várias expedições ao Norte de África mostraram que os camelos são muito mais eficazes do que os cavalos ou mulas, pelo menos naquelas condições. Estes animais são capazes de sobreviver durante longos períodos sem comida e água, conseguem transportar cargas pesadas e não precisam de ferraduras.

    O projeto foi arruinado pela Guerra Civil dos EUA, uma vez que a maioria dos cavaleiros e amestradores integraram as tropas da Confederação. Depois de a guerra ter acabado, a maior parte dos animais foram transferidos para circos.

    Elefantes-sapadores

    Excelente olfato e intelecto excepcional dos elefantes levaram com que os militares concluíssem que seria boa ideia usá-los para detectar explosivos. Mas os autores da ideia não levaram em conta alguns pormenores. Em primeiro lugar, os elefantes são animais protegidos pela lei de espécies ameaçadas dos EUA e enviá-los para o campo de batalha seria no mínimo imprudente.

    Elefante na reserva nacional Masai Mara, no Quênia (imagem referencial)
    © Sputnik / Fayed El-Geziry
    Elefante na reserva nacional Masai Mara, no Quênia (imagem referencial)

    Em segundo lugar, um elefante africano cresce até 10 m de comprimento e 4 m de altura, o que faria deles um alvo muito fácil de abater. Ao entender isso e depois de gastar mais de US$ 50 mil em treinamento dos animais, ao final os sapadores americanos voltaram a usar cachorros.

    Pomba da guerra

    Antes da Segunda Guerra Mundial, o psicólogo e inventor Burrhus Skinner tentou criar armas de precisão usando aves. De acordo com seu plano, os pombos-correio deveriam bicar o alvo na tela, direcionando desta maneira a bomba para o alvo.

    No papel tudo funcionava na perfeição, mas depois os defensores de animais evolveram-se no assunto e mesmo os próprios militares não gostaram muito desta ideia.

    Porém, graças ao projeto de Skinner, foram criadas as telas sensíveis ao toque que estão agora em todos os smartphones.

    Projeto Raio X

    Uma das ideias mais loucas foi a de usar morcegos para atacar o Japão em reposta ao ataque à base militar de Pearl Harbor da Marinha dos EUA.

    O dentista e inventor Lytle Adams sugeriu colocar em morcegos pequenas bombas incendiárias e em seguida lançá-las sobre o Japão. Era suposto que os animais voassem para as casas, que eram feitas de madeira e tinham muitos elementos de papel, devendo assim incendiar o país asiático.

    Base naval norte-americana de Pearl Harbor, no Havaí (imagem referencial)
    © AP Photo / Marco Garcia
    Base naval norte-americana de Pearl Harbor, no Havaí (imagem referencial)

    Uma vez que o inventor Adams era amigo da esposa do então presidente dos EUA Franklin Roosevelt, o projeto passou para a fase de desenvolvimento.

    Durantes os testes, um bando de morcegos ficou fora de controle e acabou queimando quartéis, a torre de controle e outras instalações no polígono de Carlsbad, no Novo México. Depois de gastar US$ 2 milhões e matar 6 mil morcegos inocentes, os militares abandonaram os planos em favor da bomba atômica.

    Tubarões-kamikaze

    Em 1970, a Marinha dos EUA iniciou o projeto Shark Headgear com utilização de tubarões. Os predadores marinhos eram munidos com explosivos em um arnês e com um sistema de controle de rádio. Era suposto fazer os tubarões se moverem na direção necessária aplicando descargas elétricas.

    Porém, os tubarões não eram capazes de aprender e as descargas apenas os enfureciam, passado um ano o projeto foi encerrado.

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    Tags:
    morcego, pombo-correio, camelos, Pearl Harbor, Pentágono, tubarão
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