06:24 08 Março 2021
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    A criação do Comando Espacial britânico surgiu diante das crescentes capacidades espaciais de Moscou e Pequim. O projeto do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, faz parte da maior expansão de defesa da comunidade desde o fim da Guerra Fria.

    O Comando Espacial do Reino Unido poderia em breve enviar caças Typhoon da Força Aérea Real britânica para a "borda" do espaço sideral no intuito de destruir satélites de comunicação e militares chineses e russos. A informação foi publicada no tabloide Express, que citou fontes não identificadas.

    As missões de treinamento deverão ser conduzidas por pilotos altamente capacitados que participarão de ataques simulados a satélites. Os voos de treinamento sem mísseis serão realizados a uma altitude de 12 quilômetros acima da Terra, enquanto ataque realista será executado por caças Typhoon com lançamento de mísseis antissatélite a 18 quilômetros, de acordo com as fontes do tabloide.

    As alegações vieram depois que o comandante do Exército do Reino Unido, marechal Mike Wigston, disse que ainda é "contencioso" falar sobre o espaço como um domínio militar, mas que seria "equivalente à negligência" se as Forças Armadas do Reino Unido não conseguissem lidar com as ameaças relacionadas com funções de satélite cruciais, incluindo navegação GPS.

    "Um conflito futuro pode não começar no espaço, mas não tenho dúvidas de que fará uma transição muito rápida para o espaço e pode até ser vencido ou perdido no espaço. Portanto, temos que estar prontos para proteger e, se necessário, defender nossos interesses nacionais críticos", disse Wigston, "Já vimos nações como China, Rússia e outras desenvolvendo capacidades antissatélite", explicou.

    Wigston fez tais declarações após o anúncio do primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, em novembro de 2020, sobre a criação do Comando Espacial britânico. A ação de expansão de defesa da comunidade foi causada, de acordo com eles, pela situação internacional mais perigosa desde a Guerra Fria.

    O primeiro satélite atmosférico russo Sova (Coruja)
    O primeiro satélite atmosférico russo Sova (Coruja)

    A Rússia e a China expressaram ser contrárias ao uso de armas no espaço sideral e alertaram sobre os perigos de uma corrida armamentista. Moscou lançou um satélite inspetor da série Cosmos do Cosmódromo de Plesetsk em novembro de 2019, com a missão declarada de inspecionar as condições materiais de outros satélites russos orbitando a Terra.

    Vale ressaltar que os Estados Unidos já estabeleceram sua Força Espacial como um novo ramo das Forças Armadas norte-americanas, ostensivamente em resposta às crescentes capacidades espaciais de Moscou e Pequim.

    Quanto ao Comando Espacial do Reino Unido, é provável que assuma o desenvolvimento dos novos satélites de comunicações Skynet 6 e a possível criação de um Sistema Global de Navegação por Satélite do Reino Unido, com satélites de vigilância e redes de radar de defesa contra mísseis balísticos.

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    Tags:
    Boris Johnson, Guerra Fria, míssil antissatélite, força espacial, Força Espacial Militar dos Estados Unidos, Reino Unido, China, Rússia, caças
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