21:52 01 Agosto 2021
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    Em fevereiro de 2020, a administração Trump chegou a um acordo de paz com o Talibã, prevendo a retirada total das tropas estrangeiras do Afeganistão até maio de 2021.

    Agora, o governo Biden revogou o compromisso de seu antecessor para a retirada total das forças norte-americanas do Afeganistão até essa data, reportou a Reuters, citando um oficial da OTAN.

    "Não haverá a retirada total dos aliados até o final de abril", afirmou.

    No início de janeiro, o Pentágono confirmou ter cumprido uma das promessas de Trump ao reduzir o número de militares norte-americanos no Afeganistão para 2.500.

    A retirada ocorreu mesmo com os esforços do Congresso dos EUA para manter os militares no país, alegando uma "avaliação de impacto" após a retirada das tropas norte-americanas.

    "As condições não foram cumpridas [...] Com a nova administração dos EUA, haverá mudanças na política, a retirada precipitada será analisada e poderemos ter uma estratégia de retirada mais calculada", citou a fonte.

    Fontes da OTAN afirmaram à Reuters que a questão do Afeganistão será um assunto importante na cúpula da aliança no próximo mês.

    A OTAN estima que aproximadamente 10.000 soldados estrangeiros permaneçam no Afeganistão, devendo continuar no país após maio, mesmo com o acordo alcançado por Trump.

    Logo após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, o governo dos EUA enviou tropas para o Afeganistão, acusando o Talibã de estar por trás dos ataques e apoiar o então líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden.

    Desde o referido ano, forças de uma coalizão internacional têm combatido o Talibã no país. Contudo, em 29 de fevereiro de 2020, os EUA e o Afeganistão assinaram um tratado de paz que estabelecia a retirada das tropas norte-americanas do Afeganistão, bem como das outras forças estrangeiras.

    Talibã se manifesta

    Por sua vez, o porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid, afirmou que o grupo segue comprometido com o acordo de paz assinado em fevereiro de 2020, e que não quer escutar mais "desculpas" da OTAN.

    "Se o acordo de Doha não for cumprido, haverá consequências e a culpa será daqueles que não honrarem o acordo [...] Nossas expectativas são também que a OTAN pense em acabar com esta guerra e pare de arrumar desculpas para prolongar a guerra no Afeganistão", afirmou.

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    Tags:
    acordo, militares, tropas estrangeiras, tropas, EUA, OTAN, Afeganistão
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