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    Em 27 e 28 de janeiro de 1968 desapareceram misteriosamente dos radares dois submarinos em locais diferentes no mar Mediterrâneo, com teorias sobre falhas nos submarinos ou de ação dos soviéticos como causa.

    Em 1968 desapareceram no mar Mediterrâneo dois submarinos em circunstâncias misteriosas, o INS Dakar de Israel e o S647 Minerve da França. Muitos têm culpado a União Soviética pelo sucedido, mas essa é apenas uma das versões propostas para o evento.

    O primeiro desaparecimento ocorreu em 26 de janeiro com o sumiço do Dakar, que deixou de ser detectado pelos radares, acontecendo o mesmo com o Minerve no dia seguinte.

    O Dakar foi um dos três submarinos que deveria chegar a Israel na véspera, quando Tel Aviv adivinhava uma futura guerra no Oriente Médio, a qual se materializou entre 5 e 10 de junho de 1968 e foi denominada Guerra dos Seis Dias. O Dakar partiu em 9 de janeiro desse ano, sem armamento e a um ritmo acelerado, de Portsmouth, Reino Unido, rumo a Haifa, Israel.

    Primeiro submarino de Israel, Dakar, pouco depois de deixar um estaleiro britânico onde foi construído, partindo em sua viagem inaugural em janeiro de 1968
    © AFP 2021 / GPO-HO
    Primeiro submarino de Israel, Dakar, pouco depois de deixar um estaleiro britânico onde foi construído, partindo em sua viagem inaugural em janeiro de 1968

    Em 25 de janeiro chegou próximo de Creta, Grécia, não muito longe de Israel, tendo avisado que chegaria um dia adiantado, mas sumiu dos radares no dia seguinte a 200 milhas náuticas, ou 370 quilômetros, de distância de Haifa. Foi realizada uma operação de busca conjunta de Israel, Reino Unido e EUA, mas ela foi abandonada em 31 de janeiro.

    O naufrágio foi finalmente descoberto três décadas depois, em 29 de maio de 1999, 3.000 metros abaixo do nível do mar em uma área entre Chipre e Creta. No entanto, os restos mortais dos marinheiros não foram encontrados. Mesmo com os destroços retirados e analisados, não foi possível estabelecer a causa da tragédia.

    HMS Totem, futuro INS Dakar, em dezembro de 1944
    HMS Totem, futuro INS Dakar, em dezembro de 1944

    Uma das versões foi que ocorreram problemas técnicos ou um erro no comando.

    Outra versão popular no Ocidente supunha que teria sido um ataque com torpedo ou uma colisão fatal deliberada por uma força naval soviética durante manobras no mar Mediterrâneo. No entanto, a investigação de 1999 excluiu qualquer tipo de ataque como causa do naufrágio, com pouca gente tomando a sério a hipótese de o submarino israelense ter sido afundado por um OVNI.

    No entanto, mesmo sem todos os detalhes revelados até hoje, em 2015 o Ministério da Defesa de Israel informou aos familiares dos marinheiros que a tripulação tinha perdido o controle sobre o submarino devido a uma falha técnica, o que teria causado o afundamento.

    Uma desgraça nunca vem só

    Em 27 de janeiro de 1968 foi a vez do S647 Minerve, com 52 marinheiros, sumir sem explicação. Tratava-se de um dos 25 submarinos da classe Daphne adquirido por Paris para ser usado pela Marinha da França, mas também por clientes estrangeiros, apesar de suas numerosas falhas.

    Submarino Minerve durante escala em Bergen, Noruega, em 1962
    Submarino Minerve durante escala em Bergen, Noruega, em 1962

    O Minerve comunicou pela última vez durante manobras quando estava submerso a 15 metros de profundidade no mar Mediterrâneo, ao largo da costa da cidade francesa de Toulon. O capitão do submarino informou uma aeronave da aviação naval que estava sendo seguido por um objeto desconhecido durante dez minutos e que por isso decidiu submergir ainda mais. Chegado a 50 metros de profundidade, o submarino da classe Daphne não voltou a enviar sinais.

    Muitos especialistas teorizaram que o desaparecimento foi causado por explosão de um torpedo, devido ao naufrágio ser considerado rápido demais. Apenas em julho de 2019 o Minerve foi encontrado por dispositivos submersíveis modernos não tripulados.

    Apesar de tudo, a investigação francesa não revelou muitos detalhes sobre o naufrágio e é pouco provável que a URSS tenha afundado o navio, ou que os dois eventos estejam relacionados entre si. Tal como no caso do Dakar, é provável que uma falha técnica ou um erro humano tenha sido a causa, especialmente considerando os defeitos de construção do submarino.

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    Tags:
    Guerra dos Seis Dias, Oriente Médio, Ministério da Defesa de Israel, Ministério da Defesa, Marinha da França, Haifa, Creta, mar Mediterrâneo, Toulon, Portsmouth, Reino Unido, EUA, Grécia, Israel, França, URSS
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