23:54 15 Abril 2021
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    Sistemas de decolagem e pouso para aeronaves do porta-aviões USS Gerald R. Ford (CVN-78), que custa US$ 13,2 bilhões (R$ 72,5 bilhões), são, até agora, sem confiança e falham com muita frequência, afirma o diretor de testes do Pentágono.

    Segundo avaliações do diretor do Departamento de Testes e Avaliação Operacional do Pentágono Robert Beyler, citado pela agência Bloomberg, a estimativa atual do porta-aviões mais caro na história dos Estados Unidos continua sendo "a mesma" dos anos anteriores.

    O especialista afirma que "o nível baixo e desconhecido de segurança dos novos sistemas tecnológicos, com importância crucial para os voos", que incluem o sistema eletromagnético do alcance de aeronaves avaliado em US$ 3,5 bilhões (R$ 19,2 bilhões), bem como o cabo de desaceleração modernizado, "pode afetar negativamente a habilidade do porta-aviões de erguer aeronaves".

    Os sistemas em questão que ajudam aviões a decolar e, depois, a freá-los durante pouso, têm grande importância na hora de justificar os gastos com o programa avaliado em US$ 57 bilhões (R$ 312 bilhões). O programa prevê a construção de quatro navios para substituição dos porta-aviões da classe Nimitz.

    Os porta-aviões da classe Ford são uns dos elementos essenciais do programa da Marinha norte-americana de aumento da frota de 297 para 500 embarcações até 2045. Mas os porta-aviões da classe Ford ainda precisam de anos para estarem prontos para atracarem em territórios estrangeiros, mesmo que esta meta tenha sido anteriormente prevista para conclusão até 2018.

    Todos estes problemas chamaram atenção até mesmo do presidente Donald Trump, relembra a agência. Comparando a catapulta a vapor com a nova versão em 2018, Trump anunciou que "o vapor é muito confiável", enquanto para utilizar propriamente o sistema eletromagnético "deve ser Albert Einstein".

    Porta-aviões norte-americano USS Gerald R. Ford
    © AP Photo / Steve Helber
    Porta-aviões norte-americano USS Gerald R. Ford

    Em sua análise, Beyler considerou os resultados de 3.975 lançamentos e pousos no porta-aviões durante 11 testes, de novembro de 2019 a setembro de 2020. O diretor notou que, segundo planos, o novo sistema deve exercer 4.166 "ciclos" para o sistema falhar. Entretanto, são necessários apenas 181 ciclos para acontecer uma falha, o que é "significativamente abaixo das exigências". Além disso, segundo o oficial do Pentágono, os problemas com segurança do sistema "são agravados" pela construção, que dificulta manutenção.

    Mas oficiais da Marinha dos EUA possuem pensamento mais positivo. O contra-almirante James Downey afirmou em novembro do ano passado, citado pela Bloomberg, em uma coletiva de imprensa, que "surgiram alguns problemas com gastos. Mas, em grande maioria, tudo já é passado".

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    Tags:
    Marinha dos EUA, Pentágono, porta-aviões
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