14:22 15 Maio 2021
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    O plano da Marinha dos Estados Unidos para implementar navios não tripulados parece estar indefinido ainda, tornando 2021 o ano crucial para traçar um caminho futuro.

    Nas dotações e projetos de lei para o ano de 2021, legisladores norte-americanos cortaram o financiamento para o programa de desenvolvimento do Veículo de Superfície Não Tripulado Grande (LUSV, na sigla em inglês) e estabeleceram requisitos rigorosos para a Marinha desenvolver quase todos os componentes do novo navio antes de avançar com o programa, segundo informou o portal Defense News.

    No total, os legisladores cortaram mais de US$ 370 milhões (cerca de R$ 2 trilhões) de US$ 464 milhões (aproximadamente R$ 2,5 trilhões) que o Pentágono solicitou.

    O LUSV deve ser a resposta da Marinha sobre como o serviço pode instalar de forma rápida e barata centenas de tubos de mísseis novos, para compensar dezenas de navios de grande capacidade que serão retirados de serviço nos próximos anos.

    No entanto, o Congresso não está convencido de que a Marinha fez a análise adequada antes de se lançar em um navio robótico tecnicamente arriscado de quase duas mil toneladas.

    Antes de prosseguir, a Marinha deve realizar um estudo completo para examinar as possibilidades para o lançamento de mísseis em campo.

    A fé do Congresso na Marinha em dar saltos técnicos significativos sem uma supervisão só diminuiu, de acordo com mais de duas dezenas de entrevistas, mesas redondas e conversas com fontes de conhecimento ao longo dos últimos meses, de acordo com mídia.

    Além disso, não está claro que, mesmo que a Marinha conseguisse fazer as tecnologias relacionadas ao LUSV funcionarem, seria a resposta certa para o problema dos tubos de mísseis.

    A Marinha entra no ano de 2021 com o financiamento do LUSV cortado, e tendo a consciência de que o Congresso não confia em seu desenvolvimento de tecnologia.

    Grupo de ataque liderado pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln e grupo de prontidão do navio de assalto anfíbio USS Kearsage dos EUA (imagem ilustrativa)
    Grupo de ataque liderado pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln e grupo de prontidão do navio de assalto anfíbio USS Kearsage dos EUA (imagem ilustrativa)
    Os líderes da Marinha parecem estar prontos para atrasar em um ano o programa do LUSV, de acordo com uma versão inicial de seu plano de construção naval para 2022 lançado em dezembro, porém, o futuro do programa ainda está incerto.

    A Lei de Autorização de Defesa Nacional (NDAA, na sigla em inglês) recém-promulgada em 2021, força a Marinha a explorar várias novas opções de inserção de sistemas de lançamento verticais (VLS, na sigla em inglês) em embarcações de superfície além do LUSV.

    Especialistas concordam que se a Marinha não encontrar uma maneira rápida de colocar mais VLS, erros passados em programas de construção naval vão surgir novamente, dado que os navios de alta capacidade construídos nas décadas de 1980 e 1990 são substituídos por navios menores com capacidade inferior para mísseis.

    A organização está à procura de como implementar mais tecnologias que permitam que a frota se espalhe em um território maior, ao invés de operar em conjunto com porta-aviões ou a uma grande força de desembarque marítimo.

    A ideia do LUSV é torná-lo um parceiro que se junta a um navio tripulado maior, para que funcione como um carregador de mísseis equipado com o sistema integrado de armas navais Aegis Combat System.

    Se a Marinha dos EUA tiver quantidade suficiente do LUSV, a embarcação não tripulada pode se separar do navio que acompanha após gastar seus mísseis, e um novo LUSV totalmente carregado poderia se juntar para tomar seu lugar.

    "A mão de obra dos navios é algo caro para nós", disse Jim Kilby, oficial da Marinha, respondendo ao portal Defense News. "Então, se pudermos descobrir uma maneira mais eficiente de adicionar mais plataformas para a mão de obra que temos, podemos tornar nossa força mais flexível."

    "Vejo navios de superfície não tripulados como um complemento para nossos navios de superfície tripulados", comentou Kilby.

    A Marinha norte-americana concedeu em setembro contratos de US$ 7 milhões (cerca de R$ 37 milhões) para as empresas Austal USA, Huntington Ingalls Industries, Fincantieri Marinette, Bollinger Shipyards, Lockheed Martin e Gibbs & Cox para trabalhar em questões do LUSV e em vários projetos possíveis.

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    Tags:
    Defesa, mísseis, míssil, navio, Marinha, EUA
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