17:33 25 Janeiro 2021
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    As 158 aeronaves que permanecem na frota representam uma redução de quase 50% em relação aos 290 bombardeiros que existiam quando a Guerra Fria terminou. Mas o problema principal é que estes aviões têm em média 45 anos de serviço.

    Os bombardeiros de longo alcance com elevada capacidade de carga são o elemento central das forças dos EUA porque os principais adversários do país estão na Eurásia, longe das fronteiras americanas, escreve a revista Forbes.

    O advento das bombas inteligentes guiadas por satélite fez com que os bombardeiros se tornassem mais versáteis nas suas funções convencionais. No entanto, o principal papel dos bombardeiros estratégicos é apoiar a dissuasão nuclear.

    Segundo edição, cerca de 40% da atual frota de bombardeiros (20 aviões B-2 e 46 B-52) têm capacidade de transportar armas nucleares.

    Porém, a idade da frota chegou a um ponto em que a sua credibilidade como força de retaliação começa sendo posta em questão.

    O jornal aponta que os bombardeiros B-52 são demasiado vulneráveis para lançar bombas em um espaço aéreo fortemente protegido. Além disso, é improvável que os mísseis de cruzeiro com carga nuclear que estes aviões transportam sejam utilizáveis depois de 2030.

    Os planos para a renovação da frota da aviação estratégica implicam retirar do serviço todos os bombardeiros B-2 até 2032 e a aposentadoria de todos os aparelhos supersônicos B-1 até 2036.

    Desta forma, a frota de bombardeiros dos EUA seria composta por apenas dois tipos de aeronaves até meados deste século, os B-52 Stratofortress e o secreto B-21 Raider.

    Bombardeiro B-52 da Força Aérea dos EUA chegando à Base Aérea de Fairford no Reino Unido
    © AP Photo / Dave Caulkin
    Bombardeiro B-52 da Força Aérea dos EUA chegando à Base Aérea de Fairford no Reino Unido

    Incorporar o B-21 Raider será um desafio. O trabalho de penetrar nas defesas aéreas inimigas é mais exigente hoje do que nunca. O B-21 precisará incorporar características avançadas de capacidade de sobrevivência para poder se contrapor às defesas adversárias nas próximas décadas.

    A Força Aérea precisa ainda acelerar a modernização da frota de aviões de abastecimento para assegurar que os bombardeiros estratégicos sejam adequadamente apoiados em uma crise nuclear.

    Se o programa dos B-21 não for realizado nos prazos e com os custos planejados em 2015, a Força Aérea terá de se preparar para refazer seus planos quanto aos bombardeiros.

    Em outras palavras, a Força Aérea dos EUA está ficando sem tempo para manter um sistema aéreo credível de dissuasão nuclear. O governo esperou tempo demais para começar a modernização e qualquer atraso nos planos agora vai minar a capacidade da força de bombardeiros na dissuasão de uma crise nuclear.

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    Tags:
    B-21, míssil nuclear, míssil de cruzeiro, Força Aérea dos EUA, B-52, bombardeiro estratégico
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