06:17 16 Abril 2021
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    Nesta segunda-feira (4), cinco novas nações - Índia, México, Noruega, Irlanda e Quênia - ingressaram formalmente no Conselho de Segurança da ONU.

    Os cinco novos países participaram de uma primeira reunião com o objetivo de aprovar uma agenda proposta pelo atual presidente do conselho, a Tunísia, escreve o The Economic Times. Eles chegam em um momento de crescente polarização no órgão, que é encarregado de manter a paz e a segurança mundial.

    A Assembleia Geral da ONU escolheu em junho os cinco novos membros não permanentes do Conselho de Segurança para 2021 e 2022. Djibuti e Quênia se enfrentaram por uma cadeira, enquanto Canadá, Noruega e Irlanda disputaram outras duas. Para a região da América Latina e Caribe, o México já tinha vaga assegurada, foi candidato único. A mesma situação para Índia, no grupo Ásia-Pacífico. 

    Neste ano, o conflito entre Armênia e Azerbaijão, por causa de Nagorno-Karabakh, dominou a agenda do Conselho de Segurança da ONU. Os 15 integrantes - incluindo os membros fixos - discutiram a crise em diversos encontros. No dia 29 de setembro, dois dias depois do início das hostilidades, o Conselho já tinha divulgado um comunicado pedindo o fim das agressões.

    "Os membros do Conselho de Segurança expressaram apoio ao apelo do secretário-geral para os lados pararem imediatamente os combates, diminuírem as tensões e retornarem às negociações sem demora", afirmaram.

    Conselho de Segurança da ONU
    © Sputnik / Alexei Panov
    Conselho de Segurança da ONU
    Em julho, a Alemanha voltou a defender uma expansão do grupo de países que compõe o Conselho. "A atual composição do Conselho de Segurança não reflete o mundo de hoje. Não há país africano com assento permanente, não há país latino-americano", afirmou embaixador da Alemanha na ONU, Christoph Heusgen.

    O representante alemão observou que Berlim é o segundo maior doador de todo o sistema da ONU, e disse que o país tem um interesse legítimo em obter um assento permanente no seleto grupo.

    As propostas de expansão do Conselho de Segurança feitas por Alemanha, Japão, Índia, Brasil e outros países são discussões de décadas. Foram realizados acordos neste sentido, mas com poucos detalhes.

    Em uma breve retrospectiva dos trabalhos em 2020, o Conselho de Segurança da ONU mediou as divergências entre Irã e EUA, trabalhou na crise em Nagorno-Karabakh, enfrentou a pandemia de COVID-19, mediou parte dos acordos nucleares do Irã, discutiu a soberania da Venezuela, e tratou das conturbadas relações entre China e EUA.

    Sessão do Conselho de Segurança da ONU
    © REUTERS / Mike Segar
    Sessão do Conselho de Segurança da ONU

    O Conselho

    Os novos países terão assentos não permanentes no conselho de 15 membros por dois anos. Os membros permanentes, vale lembrar, são: Rússia, China, Estados Unidos, França e Reino Unido. Essas nações detêm poder de veto.

    Embora o poder de veto por qualquer um dos membros permanentes tenha sido usado dez vezes ou menos de 1990 a 2000, ele foi usado em 31 ocasiões de 2010 a 2019, e cinco vezes somente no ano passado.

    O Conselho de Segurança atua em muitas zonas de conflito e crises em todo o mundo, principalmente por meio de mais de uma dúzia de operações de manutenção da paz envolvendo cerca de 100.000 soldados de Estados membros da ONU.

    Soldado da missão de paz da ONU no Líbano (UNIFIL) durante patrulha na cidade de Naqura, na fronteira com Israel, 11 de outubro de 2020
    © AFP 2021 / Mahmoud Zayyat
    Soldado da missão de paz da ONU no Líbano (UNIFIL) durante patrulha na cidade de Naqura, na fronteira com Israel, 11 de outubro de 2020

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    Tags:
    Noruega, México, Reino Unido, França, Conselho de Segurança da ONU, ONU, Índia, Rússia, China, EUA
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