07:25 17 Janeiro 2021
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    Diretor do departamento de Não Proliferação e Controle de Armas do Ministério das Relações Exteriores russo, Vladimir Yermakov, comentou as ações dos EUA no domínio das armas hipersônicas e químicas em entrevista à Sputnik.

    O funcionário relembrou que para a Rússia a necessidade de possuir sistemas hipersônicos ''foi ditada por razões de manutenção da estabilidade estratégica no âmbito da saída dos EUA do Tratado ABM [Tratado sobre Mísseis Antibalísticos] e do desenvolvimento ilimitado pelos americanos de seu potencial antibalístico estratégico''.

    Ele acrescentou que ''nos EUA a impetuosa campanha para desenvolvimento do hipersônico é provocada, pelo visto, pelo orgulho ferido, uma vez que com o surgimento antecipado de sistemas hipersônicos inovadores na Rússia a imagem lustrosa da liderança tecnológica norte-americana desvaneceu consideravelmente''.

    No que diz respeito ao Tratado de Céus Abertos, ainda é cedo para dizer algo de particular sobre a posição que terá a Administração do presidente eleito Joe Biden, mas Washington não possui a opção de voltar ao acordo usando ''esquema simplificado'', ressaltou Yermakov. Ele relembrou que os Estados Unidos saíram do Tratado em 22 de novembro.

    Ele disse também que, embora Biden tenha criticado Trump por esta decisão, após a eleição o presidente eleito ainda não divulgou seus planos.

    EUA atrasam desarmamento químico

    Além do mais, o diretor notou que os EUA usam diferentes pretextos para atrasar o desarmamento químico destruir, junto com seus aliados, a Convenção sobre as Armas Químicas.

    ''Os EUA permanecem sendo o único possuidor de armas químicas entre os países membros da Convenção sobre as Armas Químicas, atrasando sob diferentes pretextos a finalização de seu programa de desarmamento químico. Entretanto, Washington e seus aliados euroatlânticos, seguindo seus interesses geopolíticos, fazem tudo para destruir a Convenção sobre as Armas Químicas'', destacou o diretor.

    Míssil balístico intercontinental do sistema de mísseis estratégicos Avangard durante instalação no silo de lançamento na região de Orenburgo, Rússia
    © Sputnik / Ministério da Defesa da Rússia
    Míssil balístico intercontinental do sistema de mísseis estratégicos Avangard durante instalação no silo de lançamento na região de Orenburgo, Rússia

    A Rússia, por sua parte, é membro de boa-fé da convenção, tendo destruído já em 2017 todas as reservas de armas químicas.

    Sistema Avangard russo incluído no START III

    Adicionalmente, o funcionário do Ministério das Relações Exteriores anunciou que Moscou incluiu o sistema hipersônico Avangard no âmbito do Tratado de Redução de Armas Estratégicas (START III).

    ''O primeiro sistema hipersônico estratégico do mundo Avangard foi introduzido por nós no âmbito da ação do START III. Além disso, isso foi feito no espirito de boa vontade, apesar de ocorrerem uma série de questões de caráter legal, inclusive em relação às abordagens não construtivas dos EUA ao controle de tais sistemas'', revelou Yermakov, adicionando que isso ainda tem de ser regularizado.

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    Tags:
    Avangard, Armas químicas, EUA, Rússia
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