15:21 21 Setembro 2021
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    Os chefes da Marinha, do Corpo de Fuzileiros Navais e da Guarda Costeira dos EUA elaboraram estratégia para manter superioridade no mar.

    A iniciativa surge em um contexto de constante rivalidade com as suas principais concorrentes – a Rússia e a China.

    Em oposição a Rússia e China

    O conjunto de forças navais dos EUA apresentou um relatório intitulado "Vantagem no mar: domínio através da integração interinstitucional das forças navais". Trata-se de uma iniciativa de desenvolvimento que tem em conta a situação geopolítica e os desafios que os líderes militares americanos enfrentam.

    "Integrados, a Marinha, o Corpo de Fuzileiros Navais e a Guarda Costeira dos EUA devem manter a clara determinação de competir, deter, e, se necessário, derrotar os nossos adversários, enquanto aceleramos o desenvolvimento para o futuro de uma força naval integrada em todos os domínios", destacaram o chefe de Operações Navais, almirante Michael Gilday, o comandante do Corpo de Fuzileiros Navais, general David Berger, e o comandante da Guarda Costeira dos EUA, Karl Schultz.

    Os autores do relatório apontam que a situação mundial mudou de forma significativa desde a publicação de estratégia semelhante de 2015.

    A nova estratégia dá especial atenção à China e à Rússia, países cujas forças navais mostram "crescente agressividade marítima a fim de dominar as principais águas internacionais e do desejo claro de refazer a ordem internacional a seu favor".

    Além disso, os agressivos crescimento e modernização navais da China e da Rússia estão desgastando as "vantagens militares dos EUA", aponta o relatório.

    O destróier de mísseis guiados USS William P. Lawrence (DDG 110) e o Navio-Escola (NE) Brasil (U27) conduzem exercício de passagem (PASSEX) no mar do Caribe
    O destróier de mísseis guiados USS William P. Lawrence (DDG 110) e o Navio-Escola (NE) Brasil (U27) conduzem exercício de passagem (PASSEX) no mar do Caribe

    A questão de recursos naturais é abordada várias vezes no documento, tendo em conta as disputas internacionais sobre os direitos de exploração e desenvolvimento de depósitos minerais em alto mar, tanto no Ártico como no leste do Mediterrâneo.

    De acordo com os líderes militares norte-americanos, "as tentativas da China e da Rússia de alargar o controle sobre os recursos marinhos naturais e de limitar o acesso aos oceanos têm consequências negativas para todos os Estados".

    Medidas contra ameaças ao domínio dos EUA

    Para conter a China e a Rússia, os autores do documento aconselham os EUA a "manter um ambiente marítimo estável, seguro, livre, aberto e propício à prosperidade econômica através do trânsito, comércio e busca legal de recursos naturais".

    Por sua vez, o programa Battle Force 2045 poderia dar uma resposta adequada às atuais ameaças. O projeto, apresentado no início de outubro, implica um aumento de navios da Marinha dos EUA para mais de 500 unidades.

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    Tags:
    Marinha dos EUA, Rússia, China, recursos naturais, superioridade, forças navais, Forças Armadas
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