14:03 24 Janeiro 2021
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    O portal Defense News relatou as possibilidades do míssil de cruzeiro de nova geração, indicando seu alcance, capacidades anti-interferência, preço reduzido e lugar entre as armas dos EUA.

    O Tomahawk Block V, a mais recente geração de mísseis de cruzeiro, foi testado pela Marinha dos EUA em 1º de dezembro, trazendo novas possibilidades para as Forças Armadas dos EUA.

    O portal Defense News enumerou os pontos fortes da arma:

    • Graças a seu novo rastreador, as futuras variedades Block Va e Block Vb poderão conseguir atingir navios a distâncias de mais de 1.500 quilômetros, algo que a mídia considera particularmente importante na região Ásia-Pacífico, com os mísseis DF-26 e DF-21 da China alcançando 4.000 e 2.150 quilômetros, respectivamente, de acordo com o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS, na sigla em inglês).

    Além disso, o Block V "integrará uma nova ogiva que terá uma gama mais ampla de capacidades, incluindo maior poder de penetração".

    • A primeira versão desse míssil de cruzeiro demonstra sistemas de comunicação e navegação mais sofisticados, que impedem que a interferência funcione tão facilmente. Tal capacidade torna mais difícil sua detecção e rastreamento até poder atingir seu alvo, mesmo sem o sistema GPS estar funcionando.
      Míssil Tomahawk sendo lançado pelo cruzador de mísseis guiados USS Monterey pela Marinha dos EUA (foto de arquivo)
      © AP Photo / Matthew Daniels/ Marinha dos EUA
      Míssil Tomahawk sendo lançado pelo cruzador de mísseis guiados USS Monterey pela Marinha dos EUA (foto de arquivo)
    • Um compromisso com vantagens em seu modo subsônico. Apesar de ter uma velocidade relativamente baixa, ela permite que o Tomahawk Block V viaje por mais de 1.500 quilômetros por gastar menos combustível que a velocidades superiores.
    • O preço relativamente baixo, de US$ 1 milhão (R$ 5,12 milhões), é quatro vezes menor que o do SM-6 supersônico, apesar de este ter velocidades superiores, algo que Jerry Hendrix, um capitão aposentado da Marinha e especialista do think tank Grupo Telemus, considera sua "capacidade-chave".
    • Esta iteração do Tomahawk integra um nicho das necessidades militares dos EUA, particularmente em situações de impasse militar.

    "Mesmo para uma luta de alto nível, não creio que o material hipersônico substitua totalmente o material subsônico. Isso pode significar apenas que você dispara suas coisas subsônicas mais cedo, deixa-as voar por um tempo, e tudo chega ao mesmo tempo como parte de como você estrutura um ataque", crê Tom Karako, especialista em tecnologia de mísseis do CSIS.

    Até o Pentágono desenvolver mísseis hipersônicos, este tipo de mísseis subsônicos terá um lugar nas Forças Armadas dos EUA, aponta Bryan Clark, oficial de submarinos aposentado e membro sênior do think tank Instituto Hudson.

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    Tags:
    SM-6, Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), Ásia-Pacífico, DF-26, EUA, Marinha dos EUA, Tomahawk, Defense News
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