23:07 16 Maio 2021
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    A OTAN afirmou ser contra o Tratado sobre a Proibição das Armas Nucleares (TPAN), alegando que o mesmo não corresponde com a situação de segurança atual.

    "Como o Tratado sobre a Proibição das Armas Nucleares (TPAN), ou tratado de interdição, está quase entrando em vigor, nós coletivamente reiteramos nossa oposição a este tratado, já que ele não reflete o crescente desafio do ambiente de segurança internacional e contraria a arquitetura de não-proliferação e desarmamento existente", declarou Jens Stoltenberg, secretário-geral da OTAN, durante coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (15) em Bruxelas.

    É previsto que o tratado entre em vigor no dia 22 de janeiro.

    Stoltenberg também afirmou continuar empenhada em elevar o controle e não-proliferação de armas.

    "Pedimos a nossos aliados e todos os outros países para refletir realisticamente sobre o impacto do tratado de interdição na paz e segurança mundial, incluindo o TNP, e para se juntarem a nós no trabalho para elevar a segurança coletiva através de medidas tangíveis e verificáveis que possam reduzir os riscos estratégicos e permitir um progresso real no desarmamento nuclear", citou.

    Jens Stoltenberg, afirmou "não acreditar que os EUA possam lidar com a situação e que para obter sucesso no controle de armas é preciso que todos trabalhem juntos".

    "Eu acredito fortemente que precisamos trabalhar juntos, eu não acredito nos EUA ou na União Europeia individualmente, mas acredito nos EUA e na União Europeia trabalhando juntos, pois compartilhamos os mesmos valores, nós precisamos ficar juntos [...]", afirmou.

    Previsto para entrar em vigor em janeiro de 2021, o Tratado sobre a Proibição das Armas Nucleares é sintoma, e não causa, do desentendimento entre países nucleares e não nucleares, diz pesquisadora russa.

    Cartazes junto da sede da OTAN em Bruxelas, Bélgica, 19 de abril de 2018
    © REUTERS / Yves Herman
    Sede da OTAN em Bruxelas, Bélgica

    Inovador, o tratado propõe que as armas nucleares, a exemplo das armas químicas e biológicas, se tornem ilegais, obrigando os países possuidores a eliminarem seus arsenais nucleares.

    O debate sobre o TPAN pode aumentar o abismo existente entre países não nucleares e nucleares ou, ao contrário, equilibrar o jogo e ser o alicerce para construir um mundo mais seguro para todos.

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    Tags:
    armas nucleares, EUA, tratados internacionais, tratado, OTAN
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