00:05 23 Janeiro 2021
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    Pela primeira vez na história, a Marinha do Exército de Libertação Popular (ELP) conseguiu operar dois porta-aviões juntos em missões de treinamento simultâneas para aprimorar suas táticas de ataque.

    Este é um avanço significativo para o setor militar do gigante asiático, pois ainda pode lançar um terceiro porta-aviões, supostamente muito maior e com tecnologia muito mais avançada até o final de 2020, segundo relata o The National Interest.

    Shandong - o novo orgulho nacional

    De acordo com o portal de notícias navais, Navy Recognition, o porta-aviões completou uma série de exercícios que incluem testes de capacidade de combate, operações de aviação naval, controle de danos e resposta de emergência.

    Lançado em abril de 2017, o Shandong é muito menos capaz do que seus homólogos da Marinha dos EUA, mas tem sido visto como um possível ponto de partida para uma força de porta-aviões do ELP mais poderosa, bem como um marco de prestígio nacional, e potencialmente, uma plataforma para missões expedicionárias a bordo. Mais importante ainda, o Shangong, é um porta-aviões totalmente fabricado na China.

    Características e capacidades do novo porta-aviões

    O navio compartilha muitos dos mesmos elementos do design soviético, nos quais os arquitetos chineses se baseiam ao longo do tempo para aprender a construir tamanha tecnologia. Porém, a China foi capaz de o ajustar para atender às suas necessidades.

    Apesar do ELP não ter declarado oficialmente as características da tripulação, acredita-se que esta seja constituída entre 2.500 a 2.625 marinheiros - mais a ala aérea adicional. Ao contrário dos porta-aviões da Marinha dos EUA, o Shandong emprega o sistema mais simples de lançamento e recuperação de "decolagem curta, mas recuperação detida", um sistema chamado STOBAR.

    Porta-aviões da China Shandong atracado (foto de arquivo)
    © AP Photo / Agência de Notícias Xinhua / Li Gang
    Porta-aviões da China Shandong atracado (foto de arquivo)
    O Shandong tem cerca de 315 metros de comprimento e um deslocamento de 55 toneladas. Ele pode transportar um total de 44 aeronaves, incluindo 24 caças J-15, três J-15D EW Electronic Warfare Fighters, seis helicópteros de guerra antissubmarino (ASW) Z-18F, quatro helicópteros Z-18Y Airborne Early Warning and Control (AEW & C), dois helicópteros de transporte VIP Z-18A, um helicóptero médico Z-8JH e dois helicópteros Z-9S.

    O navio de guerra é movido por turbinas a vapor convencionais com geradores a diesel para propulsão. A velocidade máxima é de 57 quilômetros/hora, aproximadamente.

    De acordo com Navy Recognition, o armamento do navio conta com três Type 1130 CIWS (sistema de arma de aproximação), uma metralhadora Gatling de sete canos de 30 mm que tem um alcance de até 3 km, bem como três HQ-10, um de curto alcance de superfície-ar que foram projetados pela Corporação de Ciência Aeroespacial e Tecnologia da China (CASC, na sigla em inglês).

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    Tags:
    tensão geopolítica, Segurança, Defesa, Marinha chinesa, porta-aviões, China
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