17:29 24 Novembro 2020
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    A Força Aérea dos EUA poderia estar a um ano de se tornar capaz de levar em seus aviões de carga armas inteligentes, os transformando em aeronaves de combate.

    Em agosto deste ano, o Laboratório de Pesquisa da Força Aérea dos EUA concedeu à companhia Lockheed Martin um contrato de US$ 25 milhões (R$ 144,4 milhões) para desenvolver um sistema de munições paletizado, disse nesta quinta-feira (29) Scott Callaway, diretor da divisão de Sistemas de Ataque Avançados, conforme cita o portal Defense News.

    Logo da Lockheed Martin.
    © REUTERS / Peter Nicholls
    Logo da Lockheed Martin.

    Segundo os termos do acordo, a companhia vai demonstrar o novo sistema em testes de voo programados para 2021. Durante os testes finais, lotes com Mísseis Conjuntos Ar-Terra Afastados de Alcance Estendido (JASSM-ER, na sigla em inglês) vão ser lançados de aviões de carga e depois – quando estiverem em uma distância segura da aeronave – os mísseis serão disparados.

    O objetivo é reconfigurar os aparelhos de carga da Força Aérea, que normalmente são empregados para missões não letais como o transporte de tropas e equipamentos. Desta forma, serão capazes lançarem de forma econômica armas de lançamento afastado sem entrar em um espaço aéreo contestado.

    "A possibilidade de usar aeronaves de carga para lançar mísseis sem modificações dá a flexibilidade que poderia poupar bilhões em custos de modificação de plataformas, além de prover uma nova capacidade para ter um grande número de ativos aéreos [de ataque] no teatro [de batalha]", disse Callaway.

    Os mísseis estariam configurados com rotas previamente programadas antes do lançamento, mas o sistema também vai incluir um computador de missão, que vai permitir aos operadores atualizarem as informações sobre o alvo, acrescentou Callaway.

    A Lockheed Martin demonstrou uma versão anterior desta capacidade em setembro, durante o segundo teste do Sistema de Gerenciamento de Batalha Avançado. No evento, foram lançados sistemas JASSM pela parte traseira do avião.

    Anteriormente, o tenente-general Clint Hinote, atualmente o diretor de estratégia, integração e requisitos da Força Aérea dos EUA, disse que, conforme a tecnologia amadurece, o serviço deve determinar como controlar um ativo móvel que esteja representando um papel de combate semelhante ao de um bombardeiro.

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    Tags:
    Defesa, tecnologia, Força Aérea dos EUA, míssil, avião, aeronave, Lockheed Martin
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