07:01 30 Outubro 2020
Ouvir Rádio
    Defesa
    URL curta
    3412
    Nos siga no

    O degelo do Ártico está abrindo nova passagem ao Atlântico para uma Marinha chinesa em constante expansão, o que desafiaria o Reino Unido e todo o Ocidente, segundo Tony Radakin, almirante da Marinha Real britânica.

    É provável que a Rússia se fortaleça ainda mais nessa parte do Atlântico – uma área estratégica tanto para a Europa como para os EUA.

    "As alterações climáticas são uma preocupação para todos nós, mas elas estão abrindo rotas de comércio marítimo através do topo do mundo e reduzindo pela metade o tempo de passagem entre a Europa e a Ásia. E nós estamos no portão destas rotas", afirmou.

    A bordo do novo porta-aviões HMS Prince of Wales, o almirante da Marinha Real britânica declarou: "Quando a China enviar a sua Marinha em expansão para o Atlântico, qual rota vai usar: a longa ou a curta? E estas rotas contornam a costa de uma Rússia renascida. Uma Rússia que está agora mais ativa no Atlântico do que alguma vez esteve durante mais de 30 anos."
    Quebra-gelo acaba de trazer exploradores polares russos para o Ártico para implantar a nova estação flutuante SP-40
    © Sputnik / Anna Yudina
    Quebra-gelo acaba de trazer exploradores polares russos para o Ártico para implantar a nova estação flutuante SP-40

    "À medida que o Extremo Norte se torna mais aberto e acessível, passará também a ser mais concorrido e competitivo. Já estamos fazendo muito no Extremo Norte, temos operado com os nossos amigos noruegueses e americanos no mar de Barents", adicionou Radikin.

    A política oficial da China tem sido a de que suas atividades no Ártico são focadas na exploração científica, comércio e desenvolvimento. Mas suas estações de pesquisa na região incluem agora sistemas de satélite capazes de rastrear mísseis e interceptar comunicações militares, escreve o jornal Independent.

    Em setembro, o novo quebra-gelo russo Arktika, o maior de propulsão nuclear já construído no mundo, zarpou de São Petersburgo em direção ao Ártico.

    O Arktika será capaz de romper gelo de até três metros de espessura, abrindo caminho a grandes navios mercantes.

    Mais:

    O que navios da OTAN estariam fazendo perto do Ártico russo pela 1ª vez desde fim da Guerra Fria?
    Reino Unido vê ameaça na 'aliança' entre Rússia e China no Ártico, diz parlamentar britânico
    EUA 'se atrasam para festa' no Ártico após 'agressões' sino-russas, mas se darão bem, diz Pompeo
    Tags:
    geopolítica mundial, desafios, quebra-gelo, Rússia, Marinha da China, Reino Unido, Ártico, potência militar
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar