09:00 30 Outubro 2020
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    As aeronaves devem aumentar as capacidades de vigilância e reconhecimento do país, assim como permitir realizar bombardeios de forma remota.

    Nesta quarta-feira (23), a frota naval do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) recebeu 188 veículos aéreos não tripulados (UAV, na sigla em inglês) e helicópteros.

    Na cerimônia de entrega na cidade de Bandar Abbas, o almirante da força naval, Alireza Tangsiri, afirmou que três modelos de drones de lançamento vertical (Sepeher, Shahab-2 e Hodhod-4) foram revelados pela 1ª vez e seriam usados para missões de reconhecimento.

    ​Fotos da cerimônia de transferência de 188 drones e helicópteros para a Marinha do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica do Irã. Parece que são veículos tanto novos quanto revisados.

    ​De acordo com ele, diversos drones Mohajer produzidos localmente também vão integrar a frota. Os novos aparelhos possuem resistência em voos a grande altitude e capacidade de operar em longas distâncias.

    "Com os drones integrando [a frota], todas as missões da Marinha do IRGC serão cobertas por drones iranianos locais", salientou Tangsiri.

    Ele também divulgou que veículos aéreos não tripulados iranianos rastrearam nesta semana o porta-aviões Nimitz antes de este passar pelo estreito de Ormuz para entrar no golfo Pérsico.

    O anúncio ocorre após o comandante da Força Aérea do Irã, Mohammad Zalbeigi, afirmar à agência Mehr News no final de maio que a criação e produção de aeronaves localmente era uma questão de tempo, apesar do peso das sanções impostas pelos EUA.

    Zalbeigi comentou que o caça iraniano Kowsar, que atualmente está em serviço na Força Aérea do país persa, pode ser um exemplo do progresso da produção local.

    Em julho de 2019, o Exército iraniano recebeu seus primeiros drones Mohajer-6, que até então só tinham sido utilizados pelo IRGC.

    Drone iraniano Mohajer-6
    © Foto / YouTube / Persian_Boy
    Drone iraniano Mohajer-6

    Tensões entre EUA e Irã

    A entrada em serviço dos drones ocorre em meio ao aumento das tensões entre Teerã e Washington, que escalaram após o assassinato do comandante iraniano Qassem Soleimani, morto em um ataque de drones dos EUA em 3 de janeiro deste ano.

    As tensões persistem desde que o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou a retirada do tratado nuclear com o Irã, o Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês) em maio de 2018, impondo novas sanções econômicas contra o país.

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    Tags:
    Oriente Médio, Defesa, aeronave, drone, EUA, Irã
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