08:50 30 Outubro 2020
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    Jornalista norte-americano analisou, no The National Interest, a criação da arma hipersônica russa Avangard, admitindo que ela pode representar um sério desafio para os EUA.

    O autor da matéria, Peter Suciu, destaca que o Avangard dispõe de velocidade hipersônica, bem como de capacidade de manobrar na atmosfera, indicando que tal pode dificultar sua intercepção.

    Sicui se referiu também aos dados de Pequim, segundo os quais os mísseis balísticos intercontinentais hipersônicos da Rússia dotados de ogiva nuclear são capazes de "devastar a defesa dos EUA".

    O jornalista sublinhou que "o Avangard é apenas um dos componentes do grande arsenal russo dessas armas, que conta com 528 mísseis balísticos intercontinentais de baseamento terrestre e submarino, além de armas nucleares [transportadas] por bombardeiros".

    Enquanto isso, segundo Suciu, a defesa antimíssil dos EUA está voltada para a intercepção de mísseis balísticos intercontinentais lançados a partir do território de pequenos países, como a Coreia do Norte.

    Avanço hipersônico da Rússia

    O complexo de mísseis Avangard foi mencionado pela primeira vez pelo presidente russo, Vladimir Putin, em 2018. Na época, o líder do país apresentou diversos desenvolvimentos nas tecnologias militares do país.

    Como resultado, a Rússia virou o único país do mundo a anunciar oficialmente a existência de uma arma hipersônica.

    Lançamento do novíssimo míssil russo Avangard
    © Sputnik / Ministério da Defesa da Rússia
    Lançamento do novíssimo míssil russo Avangard

    O Avangard é capaz de efetuar voos nas camadas densas da atmosfera a distâncias intercontinentais, atingindo Mach 20, ou seja, uma velocidade 20 vezes superior à do som (24.500 km/h). Ao se aproximar do alvo, o bloco planador efetua manobras profundas, de várias dezenas de quilômetros, tanto de direção, como de altitude. Tal característica torna-o uma arma inalcançável para qualquer meio de defesa antiaérea ou antimíssil.

    Putin: Rússia não teve outra saída

    No dia 18 de setembro de 2020, Vladimir Putin, durante uma videoconferência com o criador do Avangard, Gerbert Efremov, afirmou que Moscou foi obrigada a desenvolver armas hipersônicas devido à retirada dos EUA do Tratado de Mísseis Antibalísticos (ABM).

    "A retirada dos EUA do Tratado de Mísseis Antibalísticos em 2002 forçou a Rússia a iniciar o desenvolvimento de armas hipersônicas. Fomos obrigados a construir este armamento em resposta à implantação do sistema de defesa de mísseis estratégicos dos EUA, que em perspectiva seria capaz de neutralizar de fato, de zerar todas as nossas capacidades nucleares", disse o líder russo.

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    Tags:
    EUA, míssil hipersônico, Rússia, Avangard
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