16:10 27 Outubro 2020
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    Em 3 de junho, a Força Aérea dos EUA divulgou a solicitação de informação à indústria para conduzir uma pesquisa de mercado sobre tecnologias disponíveis, assim como projetos conceituais, para um novo drone.

    Diversas companhias de defesa dos EUA se preparam para apresentar seus conceitos de novo drone furtivo para substituir o MQ-9 Reaper, divulga o portal Defense News.

    A Força Aérea tem usado o MQ-1 Predator e o MQ-9 Reaper, ambos desenvolvidos pela General Atomics, nas últimas duas décadas para missões de vigilância e ataque no Oriente Médio.

    Militares norte-americanos preparam um drone MQ-9 Reaper para exercícios de voo
    Militares norte-americanos preparam um drone MQ-9 Reaper para exercícios de voo

    Contudo, de acordo com a principal autoridade de aquisição da Força Aérea, Will Roper, atualmente pode ser mais econômico e eficiente operar uma família de veículos aéreos não tripulados para diferentes propósitos: um para ataques e missões de reconhecimento de alta penetração, outros para vigilância de baixa intensidade.

    Em 11 de setembro, a Northtrop Grumman e a Lockheed Martin divulgaram seus conceitos para o programa MQ-Next da Força Aérea.

    O projeto de asa voadora da Northtrop se assemelha ao X-47B, que a companhia forneceu para a Marinha norte-americana. O design proposto também usa o sistema de gerenciamento de voo autonomia distribuída/controle de resposta, que permite aos operadores enviarem vários drones para voarem autonomamente de acordo com parâmetros definidos pelo usuário.

    Já o conceito da Lockheed Martin apresenta um projeto de asa voadora furtiva sem cauda para missões de grande intensidade.

    "A capacidade de sobrevivência é realmente a chave para quase qualquer missão, e acredito que essa tendência vai continuar no futuro", de acordo com Jacob Johnson, o administrador de programas de sistemas aéreos não tripulados da companhia norte-americana.

    Três dias depois, em 14 de setembro, a General Atomics apresentou também seu conceito. O projeto conta com um veículo aéreo furtivo movido a jato, com capacidades de sobrevivência e resistência "significantemente maiores" que as do Reaper.

    Dave Alexander, presidente da companhia, também prometeu manter baixos os custos para o drone. "Algumas plataformas possuem custos muito altos, ainda que não sejam tripuladas – você não pode se permitir as perder [...]", afirmou Alexander.

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    Tags:
    projeto, contrato, Lockheed Martin, EUA, drone, militar
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