00:11 23 Outubro 2020
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    Segundo declarou um militar britânico, o míssil de cruzeiro russo de propulsão nuclear Burevestnik consegue voar por uma quantidade de tempo quase ilimitada, mas um especialista da Rússia questionou essas suposições.

    O diretor da inteligência militar britânica, Jim Hockenhull, advertiu que o míssil de cruzeiro russo de alcance global Burevestnik com propulsor nuclear pode permanecer na atmosfera por tempo quase ilimitado, escreve o jornal Sunday Telegraph.

    "Moscou está testando um míssil de cruzeiro subsônico com motor nuclear que tem um alcance global e lhe permitirá atacar desde direções inesperadas", disse Hockenhull em uma coletiva de imprensa no centro de inteligência da aliança Cinco Olhos, que une as inteligências de Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia.

    Hockenhull destacou que, graças ao motor de foguete, o míssil russo tem "tempo de espera quase ilimitado", até de anos.

    O diretor da inteligência militar britânica teria referido os grandes investimentos da Rússia no desenvolvimento da frota submarina e de meios de águas profundas.

    "Eles estudaram cuidadosamente o Ocidente para entender onde é melhor investir para criar mais problemas para nós", disse Hockenhull.

    'Algo relacionado com ficção científica'

    Ao contrário das suposições dos militares britânicos, o míssil de cruzeiro avançado russo Burevestnik não precisa dessas funções, retrucou o especialista militar Aleksei Leonkov à Sputnik.

    "Temos esta expressão [em russo]: o medo tem olhos grandes", comentou.

    "Nunca dissemos na Rússia que o Burevestnik poderia ficar no ar por vários anos e fazer algum tipo de piruetas. Estas declarações são algo relacionado com ficção científica. Cada arma é usada para seu propósito, [a ideia de] manobras intermináveis do Burevestnik sobre o oceano mundial é um disparate."

    Lançamento do famoso míssil Avangard, apresentado em 1º de março deste ano pelo presidente russo, Vladimir Putin
    © Sputnik / Ministério da Defesa da Federação da Rússia
    Lançamento do famoso míssil Avangard, apresentado em 1º de março deste ano pelo presidente russo, Vladimir Putin

    O especialista enfatizou que o míssil é principalmente uma arma de retaliação, cuja vantagem é garantir o alcance e destruição da infraestrutura militar de um potencial inimigo que lhe permitiria continuar conduzindo a agressão após um ataque nuclear.

    "O Burevestnik não é um míssil supersônico, ele voa em velocidade subsônica, mas entretanto traça sua própria rota para que os meios restantes do sistema de defesa antiaérea e antimíssil do inimigo não possam detê-lo", explicou o especialista.

    Implementação das armas

    Em 2018, em sua mensagem para a Assembleia Federal, Vladimir Putin falou sobre os últimos tipos de armas estratégicas, incluindo os sistemas hipersônicos Kinzhal, Avangard, Burevestnik, o laser de combate Peresvet, bem como o drone submarino com propulsor nuclear Poseidon.

    Sistema submarino multiuso oceânico Poseidon
    © Sputnik / Ministério da Defesa da Rússia
    Sistema submarino multiuso oceânico Poseidon

    Em dezembro de 2019 entraram em serviço os sistemas a laser Peresvet. Além disso, está sendo alargada a rede de aeródromos para aeronaves portadoras de mísseis hipersônicos Kinzhal, foi iniciada a produção em massa do sistema de mísseis Avangard e está sendo desenvolvido o novo míssil balístico intercontinental pesado Sarmat.

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    Tags:
    Nova Zelândia, Austrália, Canadá, Reino Unido, EUA, Estados Unidos, Sputnik, Peresvet, Kinzhal, Avangard, Sarmat, Burevestnik-24M, Burevestnik
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