05:50 30 Outubro 2020
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    Em declarações a um podcast, ex-general do país disse que talvez as Forças Armadas nacionais não sejam suficientemente grandes em número para combater em uma guerra convencional.

    O Exército Britânico pode ser pequeno demais para combater em uma guerra convencional, segundo um antigo general de renome.

    Mike Jackson, chefe do Estado-Maior General de 2003 a 2006, criticou as atuais Forças Armadas do país, chamando-as de "sombra" do que eram algumas décadas atrás. Segundo disse, um exército de 80.000 homens provavelmente teria dificuldades em realizar sua missão da mesma forma que o conseguiu fazer no passado.

    "Quando me alistei [no Exército], a Guerra Fria era muito fria. Toda a postura estratégica era de dissuasão da então União Soviética e do Pacto de Varsóvia", disse o antigo chefe do Estado-Maior ao podcast General Talk.

    "Precisava de números. Tínhamos um exército relativamente grande para o tempo de paz", disse ele. Agora, prosseguiu, "me preocupa que 80.000 não seja um número suficientemente grande".

    Militares britânicos
    © Foto / Pixabay / skeeze
    Militares britânicos

    O ex-comandante militar afirmou que o Exército Britânico pode ser capaz de se manter em uma guerra convencional "em um aperto", mas que "levaria algum tempo de preparação".

    "Estamos na posição em que, realmente, se fizermos tudo como deve ser, podemos colocar em campo uma única divisão, talvez de duas ou três brigadas. Esse é o esforço máximo que poderíamos esperar do Exército de hoje", acrescentou Mike.

    Tipicamente, uma brigada tem entre quatro mil e 6.500 soldados, enquanto uma divisão pode ter entre oito mil e 20.000 soldados.

    Quando o ex-general entrou para os paraquedistas em 1970, ele disse que a força de destacamento regular do Exército era de cerca de 176.000, com 80.000 reservistas.

    "O Corpo Blindado Real é praticamente uma sombra do que era quando me alistei", disse ele.

    Forças Armadas em declínio?

    Nos últimos anos têm surgido muitas informações referindo uma crise de alistamento nas Forças Armadas do Reino Unido.

    Em 2019, os números do Ministério da Defesa revelaram que a Marinha Real e os Fuzileiros Navais tinham falta de 1.230 homens, para atingir o número necessário de 20.450 homens. A Força Aérea Real tinha menos 1.740 militares que os necessários 31.750. Além disso, o Exército tinha 6.930 soldados a menos que os exigidos 82.000 militares.

    Os números obtidos pelo jornal The Guardian naquele ano também revelaram que as unidades de combate de primeira linha estavam operando com um défice de 40% de seus efetivos.

    Algumas das razões frequentemente usadas para explicar a redução do número de militares britânicos, particularmente do Exército, são o fim das guerras no Iraque e no Afeganistão, uma economia relativamente estável, uma população envelhecida e uma população jovem que está menos interessada em se alistar no Exército do que as gerações passadas.

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    Tags:
    The Guardian, Forças Armadas, Exército britânico, Reino Unido
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