10:48 12 Agosto 2020
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    O Laboratório de Pesquisa da Força Aérea dos EUA (AFRL, na sigla em inglês) está preparando o primeiro teste de uma nova tecnologia que permitirá a comunicação entre munições durante o voo.

    Há muito tempo que a Força Aérea norte-americana pesquisa a integração entre drones e aeronaves por meio de redes de inteligência artificial como a SkyBorg, mas agora os pesquisadores pretendem iniciar os primeiros testes de um programa que permitirá que as bombas e os mísseis se comuniquem e "decidam" sobre a melhor trajetória para atingir seus alvos.

    O sistema recebeu a designação de Horda Dourada, em homenagem aos exércitos mongóis a cavalo que conquistaram grande parte do Oeste da Ásia e da Europa Oriental.

    Os exércitos da Horda Dourada eram organizados em unidades de comando independentes, dando mobilidade e tornando o exército imprevisível e praticamente invencível no campo de batalha, já que podiam se adaptar a qualquer situação rapidamente.

    Bomba Raytheon GBU-53 StormBreaker, também conhecida como Bomba de Pequeno Diâmetro II (SDB), transportada em um F-15E Strike Eagle da Força Aérea dos EUA
    Bomba Raytheon GBU-53 StormBreaker, também conhecida como Bomba de Pequeno Diâmetro II (SDB), transportada em um F-15E Strike Eagle da Força Aérea dos EUA

    O AFRL pretende testar o sistema em versões "colaborativas" modificadas da Bomba de Pequeno Diâmetro (SDB, na sigla em inglês) e da Isca Miniatura de Lançamento Aéreo (MALD, na sigla em inglês) lançadas por aeronaves F-16 Falcon.

    No entanto, as bombas não "escolherão" de maneira autônoma seus alvos. De acordo com o coronel Garry Hasse, que chefia a Direção de Munições do AFRL, as bombas serão capazes de tomar decisões limitadas, através de escolhas realizadas por um algoritmo do "módulo de autonomia".

    "[Os planejadores da missão] enviariam instruções à arma em uma área de combate, onde seria apropriado que a arma atingisse os alvos [...] enviando informações sobre os alvos da região", afirmou ao portal Defense News Norma Taylor, administradora do programa Horda Dourada.

    "Mas, se acharem que possa haver alvos que não conheçam, eles fornecerão às armas informações em termos de prioridades, para que, caso um alvo de maior prioridade seja encontrado na região, tenham permissão de alterar sua missão", afirmou.

    A integração entre a tecnologia da Horda Dourada e as bombas está sendo gerenciada por diferentes grupos, cada um sendo responsável por um tipo de bomba.

    O programa da SDB está sendo gerenciado pela Scientific Applications and Research Associates Inc., com um contrato de US$ 100 milhões (R$ 536 milhões) e o MALD pela Georgia Tech Applied Research Corporation, com um contrato de US$ 85 milhões (R$ 456 milhões), segundo a Air Force Magazine.

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    Tags:
    Força Aérea, EUA, equipamento militar, foguete, míssil, bombas, bomba
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