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    Washington vai vender aviões, helicópteros, veículos de infantaria e equipamento auxiliar a França, Lituânia, Israel, Indonésia e Argentina, inclusive com objetivo de ajudar em tarefas civis.

    Na segunda-feira (6), a Agência de Cooperação de Segurança da Defesa dos EUA anunciou em uma série de comunicados a venda de armas a França, Lituânia, Israel, Indonésia e Argentina no valor de US$ 7,5 bilhões (R$ 40,2 bilhões), comunica o portal militar Defense News.

    O preço é preliminar, e os países clientes devem negociar o preço e a quantidade das vendas, adverte a mídia.

    A França pediu a compra de três aeronaves E-2D Advanced Hawkeye para substituir as antigas E-2C Hawkeye, com um preço estimado de US$ 2 bilhões (R$ 10,7 bilhões). Além dos aviões, Paris quer dez motores T-56-427A, três conjuntos de radar AN/APY-9, quatro sistemas de medidas de suporte eletrônico AN/ALQ-217 e um Sistema de Planejamento de Missão Conjunta, entre outras tecnologias.

    Um E-2D Advanced Hawkeye da Marinha dos EUA na Estação Aérea do Corpo de Fuzileiros de Iwakuni na prefeitura de Yamaguchi, oeste do Japão, 2 de fevereiro de 2017.
    © AP Photo / Koji Ueda
    Um E-2D Advanced Hawkeye da Marinha dos EUA

    Esta é a primeira venda dos EUA à França em pelo menos mais de dois anos, devido ao país europeu preferir confiar em sua própria indústria armamentista.

    A Lituânia planeja a compra de seis helicópteros UH-60M Black Hawk, incluindo 14 motores T700-GE-701D, 12 metralhadoras M240H, óculos de visão noturna, vários rádios e milhares de munições, em um valor de US$ 380 milhões (R$ 2 bilhões).

    Os helicópteros norte-americanos devem substituir a frota de Mi-8 da época soviética, a venda será realizada através do Programa Europeu de Incentivo à Recapitalização (ERIP, na sigla em inglês), um mecanismo implementado em 2018 para os membros e aliados da OTAN no continente descartarem equipamento russo, que inclui sete Estados além do país báltico.

    Países não europeus

    A Indonésia pretende comprar oito aeronaves MV-22 Block C Osprey, 24 motores Rolls-Royce AE 1107C, 20 de cada um de radares infravermelhos AN/AAQ-27, sistemas de aviso de mísseis AN/AAR-47 e receptores de aviso de radar AN/APR-39, bem como 20 de cada uma de metralhadoras M-240-D de 7,64 mm e metralhadoras GAU-21, entre outros equipamentos, também em um valor aproximado de US$ 2 bilhões (R$ 10,7 bilhões).

    Estas são as primeiras vendas militares dos EUA para a Indonésia, bem como para a França, desde pelo menos setembro de 2017. O objetivo de venda para Jacarta é conter o poderio chinês no Pacífico, segundo o portal.

    "Esta proposta de venda vai apoiar os objetivos de política externa e de segurança nacional dos Estados Unidos, melhorando a segurança de um importante parceiro regional que é uma força de estabilidade política e de progresso econômico na região da Ásia-Pacífico", diz o comunicado.

    Além disso, o negócio vai "aumentar as capacidades humanitárias e de alívio de desastres da Indonésia e apoiar operações anfíbias".

    A Argentina está planejando obter 27 veículos de infantaria M1126 Stryker, bem como equipamentos, tais como 27 metralhadoras M2 Flex de calibre 50, rádios e lança-granadas de fumaça. O valor da compra é de US$ 100 milhões (R$ 535,5 milhões).

    Veículos de transporte de tropas blindados Stryker dos EUA em ação na Lituânia (foto de arquivo)
    © AP Photo / Mindaugas Kulbis
    Veículos de transporte de tropas blindados Stryker dos EUA em ação na Lituânia (foto de arquivo)

    Além de seu valor militar, os Stryker devem ajudar Buenos Aires a "conduzir operações de estabilidade em apoio ao alívio de desastres e a cumprir obrigações internacionais de manutenção da paz".

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    Tags:
    Stryker, MV-22 Osprey, Mi-8, UH-60 Black Hawk, Defense News, China, Rússia, Argentina, Indonésia, Israel, Lituânia, França, EUA
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