18:00 26 Outubro 2020
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    Os milhares de militares norte-americanos que o governo dos EUA está planejando retirar da Alemanha poderão ser enviados para a região do Pacífico, sugeriu o assessor de Segurança Nacional Robert O’Brien.

    No último dia 15, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a intenção de retirar cerca de 9.500 soldados atualmente em serviço na Alemanha, se queixando das contribuições insatisfatórias de Berlim à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Isso porque o país europeu não estaria contribuindo financeiramente com o mínimo exigido pelos EUA, que defendem que seus aliados devem investir pelo menos 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em gastos com defesa. 

    ​Em artigo publicado no Wall Street Journal no último domingo (21), no entanto, o assessor de Segurança Nacional dos EUA afirmou que o principal motivo para reduzir a presença americana na Alemanha seria a necessidade de aumentar o contingente militar do país em outras regiões, para conter a China e a Rússia.

    "Pode-se esperar milhares para se redistribuir para o Indo-Pacífico, onde os EUA mantêm uma presença militar em Guam, Havaí, Alasca e Japão, além de implantações em locais como a Austrália", escreveu o consultor. "Nesse teatro, americanos e aliados enfrentam o desafio geopolítico mais significativo desde o final da Guerra Fria", escreveu O’Brien.

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    Tags:
    Wall Street Journal, militares, Berlim, OTAN, Donald Trump, China, Rússia, Indo-Pacífico, Pacífico, Europa, Alemanha, Estados Unidos
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