05:41 30 Outubro 2020
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    Portal chinês avaliou os novos mísseis russos e um deles, o Sarmat, impressionou tanto os especialistas que o chamaram de "príncipe dos mísseis".

    Todo o mundo sabe que as capacidades do arsenal nuclear da Rússia e dos Estados Unidos são suficientes para se destruírem mutuamente. Contudo, o equilíbrio entre as partes tem sido o principal fator dissuasor desde os tempos da Guerra Fria.

    Segundo o portal chinês Sohu, os mísseis balísticos intercontinentais que a Rússia herdou da União Soviética foram considerados obsoletos, não podendo garantir uma capacidade de defesa a 100% ante aos recentes sistemas de defesa antimísseis dos EUA.

    Por essa razão, se tornou fundamental a modernização do arsenal nuclear russo, mas respeitando os limites do Tratado de Redução de Armas Estratégicas START III, assinado pela Rússia e os Estados Unidos.

    O governo russo decidiu então substituir todos os mísseis R-36M2 Voevoda e os sistemas Topol SS-25 pelos novos mísseis Yars e Sarmat, que usarão os silos antigos mas podem também ser instalados em veículos pesados, ou seja, plataformas móveis.

    Segundo o portal chinês, citando Sergei Karakaev, comandante das Forças de Mísseis Estratégicos da Rússia, o país está atualmente acelerando a substituição do legado nuclear soviético e buscando a renovação total de seu arsenal nuclear até 2024.

    Vale também referir que a Rússia não está apenas modernizando os arsenais nucleares terrestres, mas igualmente desenvolvendo sua capacidade nuclear marítima, levando o portal chinês a prever que "no futuro, a Rússia criará uma força nuclear com poder suficiente para travar os Estados Unidos tanto em terra como no mar".

    RS-28 Sarmat

    Nos últimos anos, a Rússia tem desenvolvido ativamente o RS-28 Sarmat. Trata-se de um míssil balístico intercontinental de combustível líquido, capaz de transportar até 15 ogivas termonucleares, com uma velocidade de 25.200 km/h e um alcance de 18.000 quilômetros.

    O uso de combustível líquido permite-lhe colocar na trajetória de ataque cargas úteis de massa consideravelmente maior, podendo por exemplo destruir, de uma vez só, uma área superior ao estado de Minas Gerais.

    O Sarmat possui ainda um conjunto de contramedidas, como alvos falsos, que lhe permite superar qualquer sistema antimíssil. A arma está neste momento em fase final de testes.

    "Não há dúvida de que o Sarmat é merecidamente chamado de príncipe entre os mísseis intercontinentais", conclui o portal Sohu.

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    Tags:
    Exército da Rússia, arma nuclear, míssil nuclear, Rússia, Sarmat
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