07:33 06 Agosto 2020
Ouvir Rádio
    Defesa
    URL curta
    2166
    Nos siga no

    A fraqueza crítica da Força Aérea EUA consiste na falta de bombardeiros furtivos aptos a atacar qualquer alvo no mundo. Composição atual seria pouco equilibrada, colocando segurança nacional em risco.

    A esta conclusão chegou o coronel aposentado americano Mark Ganzinger, diretor e analista do Instituto Mitchell e antigo vice-secretário adjunto da Defesa para transformação de forças e recursos.

    Opção do Pentágono criticada

    O coronel garante só haver duas alternativas para bombardeios de longo alcance – bombardeiros furtivos capazes de operar nas proximidades dos alvos e mísseis que operem a longas distâncias.

    O autor escreve que agora há apenas 20 bombardeiros B-2 furtivos em serviço, manifestando-se contra a intenção do Pentágono de desenvolver um novo conceito de aeronave, o Avião Arsenal, baseado nos aviões de transporte Lockheed C-130 e Boeing C-17.

    Mas para Ganzinger, na verdade, o Avião Arsenal traduz-se em um pesadíssimo investimento em poder de fogo que não alterará o equilíbrio de forças. Outras unidades do Exército dos EUA também estão comprando novas armas estratégicas que aumentam seu poder de ataque.

    O coronel defende que a solução mais econômica e fiável seria investir em mais bombardeiros B-21 e não optar pelo Avião Arsenal.

    O Avião Arsenal apresenta limitações significativas na quantidade de munição que poderá carregar, e quanto mais longe o alvo a atingir se encontrar, menos armamento o avião poderá levar, dando vantagem ao inimigo.

    Para além disso, e segundo Mark Ganzinger, o custo de uma arma é diretamente proporcional ao seu alcance e complexidade. Lançar mísseis caros de longo alcance, incluindo mísseis hipersônicos, contra dezenas de milhares de alvos será muito mais caro do que bombardeiros reutilizáveis, usando munições mais baratas e de precisão cirúrgica.

    "O Avião Arsenal não será nem mais barato nem mais rápido [do que aquilo que já temos agora]. Serão necessários bilhões de dólares só para retomar a produção do C-17 [que foi suspensa em 2015]." E essa possibilidade está sendo equacionada. "O desenvolvimento de uma nova aeronave custaria ainda mais" e levaria demasiado tempo, opina o especialista militar, citado pela revista Defense News.

    Caminho a seguir

    De acordo com Mark Ganzinger, a Força Aérea americana já tem meios que podem perfeitamente ocupar o lugar do Avião Arsenal. Trata-se do bombardeiro subsônico B-52H e do B-1B, bombardeiro estratégico quadrimotor de geometria variável.

    Ganzinger alerta para o fato de os interesses de segurança dos Estados Unidos estarem sendo ameaçados atualmente como nunca o foram antes. China e Rússia representam desafios de natureza que os EUA não enfrentam desde a Guerra Fria, e Irã e Coreia do Norte buscam formas de lançar ataques devastadores com mísseis.

    "E o país não tem de momento recursos para investir em baixa qualidade ou capacidades excessivamente duplicativas", concluiu o coronel.

    Mais:

    EUA testam nova bomba inteligente StormBreaker guiada por laser ou GPS
    'China poderia ter entregue Índia aos EUA': previstos eventuais efeitos das tensões no Himalaia
    Em um possível conflito com China, EUA enfrentariam problemas em sua indústria naval, diz general
    Tags:
    Força Aérea, bombardeiros, defesa, EUA, EUA
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar