04:23 20 Outubro 2020
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    O governador da província japonesa de Okinawa se opõe firmemente à ideia avançada pelo Pentágono de implantar mísseis capazes de ameaçar a China.

    "Oponho-me firmemente à ideia," afirmou por e-mail o governador de Okinawa, Denny Tamaki, ao jornal The Los Angeles Times.

    Além disso, autoridades em outros países asiáticos também estão sinalizando que não querem a implantação de mísseis em seus territórios.

    Quado a Administração Trump expressou esta ideia no ano passado, a Austrália e as Filipinas descartaram publicamente a opção de receber mísseis americanos. A Coreia do Sul é também considerado um local improvável, afirmam antigos e atuais funcionários.

    No entanto, os planejadores do Pentágono não recuam após a Administração Trump ter abandonado no ano passado um tratado que estava em vigor há 33 anos e que proibia a instalação de mísseis terrestres de médio alcance na Ásia, escreve o jornal.

    Altos funcionários em Washington dizem que implantar centenas de mísseis americanos com ogivas não nucleares na região alteraria de forma rápida e barata o equilíbrio de forças no Pacífico Ocidental a favor dos Estados Unidos.

    O Pentágono está preocupado com a expansão do arsenal de mísseis da China, entre outras capacidades militares, que ameaçaria as bases dos EUA na região.

    A instalação de mísseis é a peça-chave do plano de aumento de poder militar de Washington na Ásia, no qual prevê gastar dezenas de bilhões de dólares na próxima década, sendo uma grande mudança nas prioridades de despesa do Pentágono, ao mesmo tempo que se afasta do Oriente Médio.

    Okinawa abriga mais de metade dos 50.000 militares norte-americanos presentes no Japão, a maioria deles está localizada em uma base naval cercada por áreas residenciais na maior cidade da ilha.

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    Tags:
    China, Filipinas, Austrália, Japão, Okinawa, base naval, oceano Pacífico, Ásia, Donald Trump, Pentágono, mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro
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