04:16 02 Julho 2020
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    A Força Aérea dos EUA anunciou nesta quarta-feira (27) outra missão de patrulhamento no mar do Sul da China com bombardeiros B-1B Lancer, situados em Guam.

    No mesmo dia em que os exercícios foram conduzidos, o porta-aviões chinês Shandong foi avistado deixando o porto em meio a relatos de novos exercícios com dois porta-aviões.

    ​Dois B-1B da Base Aérea Dyess conduziram uma missão no mar do Sul da China no dia 26 de maio como parte de uma missão da Força-Tarefa de Bombardeiros, demonstrando sua capacidade de voar, navegar e operar em qualquer lugar permitido pelas leis internacionais, quando e a que horas escolhemos.

    Na terça-feira (27), a Força Aérea do Pacífico dos EUA anunciou um patrulhamento envolvendo dois bombardeiros supersônicos B-1B Lancer, que já haviam conduzido uma missão no mar do Sul da China no dia 26 de maio, para mostrar sua capacidade de voar, navegar e operar em qualquer lugar em que o direito internacional permitir.

    As fotos postadas pelo Serviço de Distribuição de Informações Visuais de Defesa (DVIDS, na sigla em inglês) mostram os bombardeiros em formação durante a missão.

    Dois bombardeiros B-1B Lancer do Nono Esquadrão de Bombas voam em formação antes de pousar na Base da Força Aérea Andersen, Guam, 26 de maio, depois de conduzir uma missão no mar do Sul da China
    Dois bombardeiros B-1B Lancer do Nono Esquadrão de Bombas voam em formação antes de pousar na Base da Força Aérea Andersen, Guam, 26 de maio, depois de conduzir uma missão no mar do Sul da China

    Em outra ocasião, o major-general Jim Dawkins Jr., comandante da Oitava Força Aérea, afirmou que a vantagem do B-1 é poder transportar mísseis antinavio de longo alcance, o que seria perfeito para o atual cenário no Pacífico.

    Washington tem feito diversas demonstrações de prontidão e força militar em meio à COVID-19, que já matou mais de 100 mil norte-americanos. Além disso, o Pentágono enviou aeronaves com capacidade nuclear para exercícios surpresas no norte da Europa, Japão, mar do Sul da China e Canadá nos últimos dois meses.

    Enquanto isso, a Marinha chinesa está se preparando para elevar o número de exercícios e patrulhas em regiões onde as forças chinesas e norte-americanas entraram em conflito durante situações tensas nos últimos meses.

    Na segunda-feira (25), internautas chineses informaram que o porta-aviões Shandong havia sido avistado deixando o estaleiro Dalian, na província de Liaoning, no norte da China. Fato que coincidiu com os avisos de navegação que causaram o fechamento de grande parte do mar Amarelo para os exercícios militares até 2 de junho, conforme publicação do Global Times.

    Liaoning, porta-aviões chinês
    © AP Photo / Kin Cheung
    Liaoning, porta-aviões chinês

    "O Shandong está lançando as bases para formação da capacidade operacional inicial", afirmou o especialista naval de Pequim, Li Jie.

    O tabloide Daily Mail também informou que o porta-aviões Liaoning estava no mar de Bohai, um golfo a oeste do mar Amarelo, provavelmente para participar dos exercícios.

    Em um relatório sobre o confronto militar no mar do Sul da China, o think tank do Conselho de Relações Exteriores, com sede em Washington, alertou que o risco de guerra entre China e EUA "poderia aumentar significativamente nos próximos 18 meses, principalmente se a relação entre eles continuar se deteriorando como resultado dos atritos comerciais e recriminações sobre a nova pandemia de coronavírus".

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    exercícios navais, exercícios militares, tensão, EUA, Marinha, navios, navio, China
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