06:01 04 Agosto 2020
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    Entre 2018 e 2019, Washington contribuiu com a maior parte do aumento mundial de US$ 7,1 bilhões (R$ 41,7 bilhões) em gastos nucleares, com US$ 5,8 bilhões (R$ 34,1 bilhões) em despesas adicionais.

    De fato, esse valor é superior à participação americana nos gastos militares globais, que totalizaram 38% em 2019, de acordo com os últimos dados do Instituto Internacional de Estudos para a Paz de Estocolmo (SIPRI, na sigla em inglês).

    A Campanha Internacional para a Abolição de Armas Nucleares (ICAN, na sigla em inglês) calculou que a Rússia, que tem mais ogivas do que os EUA, gastou US$ 8,5 bilhões (R$ 50 bilhões) nelas em 2019, o que equivale a um quarto do gasto nuclear americano, ficando atrás da China (US$ 10,5 bilhões; R$ 61,8 bilhões) e do Reino Unido (US$ 8,9 bilhões; R$ 52,3 bilhões).

    Alarmados pelos esforços americanos de reforço do arsenal nuclear, especialistas chineses apelaram para a construção atômica drástica do arsenal da China.

    Explosão de bomba atômica (foto de arquivo)
    © flickr.com / Pierre J.
    Explosão de bomba atômica (foto de arquivo)

    Os receios de que os mísseis balísticos de médio alcance na Europa desencadeassem uma guerra nuclear global levaram ao Tratado INF de 1987, que proibiu a entrada deste tipo de armas no continente. Contudo, o governo do presidente norte-americano Donald Trump abandonou o tratado em 2019.

    Oficialmente, sem forneceram provas, os EUA afirmaram que a Rússia o tinha violado. Autoridades norte-americanas argumentaram ainda que o INF era obsoleto de qualquer maneira, porque não se aplicava a outras potências nucleares, como a China.

    A Marinha dos EUA lançou no início deste ano novas ogivas de baixo rendimento para mísseis lançados por submarinos, argumentando em uma série de documentos de posicionamento que isso tornava menos provável a guerra nuclear porque injetaria incerteza nos esforços russos de "escalar para desescalar", um conceito aparentemente baseado não na verdadeira doutrina russa, mas na ficção militar da era ocidental da Guerra Fria.

    Apesar de a ICAN ter observado que seus números são estimativas com base em uma metodologia consistente, o verdadeiro custo das armas nucleares teria que incluir as despesas de compensação das vítimas de testes e limpeza da contaminação ambiental.

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    Tags:
    arma nuclear, Rússia, EUA, SIPRI, gastos militares
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