00:18 14 Agosto 2020
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    Órgão de auditoria do Congresso dos Estados Unidos teme que, apesar da Lockheed Martin intensificar a produção dos caças F-35, seus fornecedores não consigam acompanhar o esforço.

    Estes problemas de abastecimento de peças poderiam se agravar à medida que fornecedores da Turquia são impedidos de participar do programa, afirmou a Auditoria-Geral dos EUA (GAO, na sigla em inglês) em um relatório nesta terça-feira (12).

    De acordo com a GAO, o número de peças do caça enviadas com atraso saltou de menos de duas mil em agosto de 2017 para dez mil em julho de 2019, divulga a publicação Defense News.

    "Para mitigar os atrasos e falta de peças - e entregar mais aeronaves a tempo - o contratante tem utilizado métodos como a reconfiguração da linha de montagem e a alteração de operações planejadas entre diferentes setores ao longo da linha de montagem", afirmou a GAO.

    "De acordo com o escritório do programa, essas alterações podem fazer com que a produção seja menos eficiente, o que, por sua vez, pode aumentar o número de horas de trabalho necessárias para produzir cada aeronave", o que eleva o custo, acrescentou a GAO.

    A expulsão da Turquia do programa, que foi anunciada no ano passado após o país comprar os sistemas de defesa antiaérea russos S-400, dificulta ainda mais este quadro.

    Ainda que a Turquia tenha contribuído financeiramente para o desenvolvimento do caça F-35 como parceiro do programa, o Departamento de Defesa dos EUA decidiu que o país asiático não pode comprar ou operar este caça até abandonar os sistemas russos.

    O Pentágono divulgou ter começado a retirar as empresas turcas da lista de fornecedores, um processo que envolve encontrar novos fornecedores para produzirem 1.005 peças, algumas que até agora eram fabricadas só na Turquia.

    Elle Lord, subsecretária do Pentágono para aquisições e manutenção, salientou que esperava finalizar os contratos com fornecedores turcos até março de 2020, mas em janeiro admitiu que alguns contratos se estenderiam ao longo deste ano, revela o portal Defense One.

    "De acordo com os gestores do programa, alguns dos novos fornecedores não poderiam entregar [os componentes] na velocidade necessária até o próximo ano, uma vez que em torno de 10% são novos no programa F-35", comentou a GAO.

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    Tags:
    Lockheed Martin, Turquia, aeronave, caça, EUA, F-35
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