21:02 30 Outubro 2020
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    A Marinha norte-americana planejava a construção de 28 navios da classe Zumwalt, mas, devido a cortes orçamentais ao longo dos anos, reduziu este número para apenas três.

    O maior destróier do mundo, o USS Zumwalt, terá em breve um sistema de armas funcional, quatro anos após ter sido comissionado. O navio irá substituir as capacidades da frota naval dos EUA de atingir alvos terrestres.

    Uma fonte no programa Zumwalt disse à revista Defense News no sábado (28) que o elemento final do novo sistema de combate do navio deverá ser instalado antes do fim do mês.

    O programa de pesquisa e desenvolvimento SC-21 acabou por dotar o Zumwalt, construído em torno do poderoso Sistema Avançado de Armas (Advanced Gun System), com um canhão de 155 milímetros capaz de disparar 10 projéteis por minuto contra alvos a até 83 milhas náuticas (153 km) de distância.

    Canhão elétrico da Marinha dos EUA
    Canhão elétrico da Marinha dos EUA

    Cada navio da classe Zumwalt deveria ter dois desses canhões, proporcionando um poder de fogo efetivo equivalente a duas baterias de obuses de 155 milímetros.

    Quando os quatro navios de guerra da classe Iowa foram definitivamente desativados após a Guerra do Golfo de 1991, a Marinha tinha ido à procura de um novo navio capaz de bombardear alvos em terra para apoiar um desembarque dos Fuzileiros Navais.

    Obstáculos na construção

    No entanto, os cortes orçamentais levaram a Marinha a reduzir a sua frota planejada da classe Zumwalt, primeiro de 28 navios para sete, e depois para apenas três embarcações de 16.000 toneladas.

    Com os canhões do navio sendo a única arma capaz de disparar as munições especializadas do Projétil de Ataque Terrestre de Longa Distância (LRLAP), o custo por projétil rapidamente se descontrolou.

    O que a Lockheed Martin antes previu como devendo custar US$ 35 mil (R$ 181,8 mil) aumentou para quase US$ 1 milhão (R$ 5,19 milhões) por série de disparos, levando o LRLAP a ser abandonado, informou o Instituto Naval dos Estados Unidos.

    A Marinha decidiu salvar o navio de guerra furtivo, convertendo-o em um destróier de mísseis guiados mais padronizado, munindo-o com 80 tubos de lançamento verticais MK57, capazes de disparar uma grande variedade de mísseis antiaéreos, antinavio e antissuperfície.

    É este novo sistema de armas que está prestes a entrar em funcionamento, quatro anos após o comissionamento do Zumwalt.

    De acordo com a revista The Diplomat, a grande produção de eletricidade do Zumwalt também poderia fazer dele a base de uma futura arma de energia dirigida: o sistema integrado de energia do navio produz cerca de 78 megawatts de eletricidade, quase tanto quanto um porta-aviões movido a energia nuclear.

    A Marinha encomendou seu segundo navio da classe Zumwalt, o USS Michael Monsoor, em janeiro de 2019. O último navio da classe, o USS Lyndon B. Johnson, deverá ser encomendado em 2021.

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    Tags:
    Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, The Diplomat, Lockheed Martin, Defense News, USS Zumwalt, Marinha dos EUA
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