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    Coronavírus se espalha pelo mundo (101)
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    Após a decisão do Pentágono de suspender o movimento de todas as tropas dos EUA no exterior por 60 dias, em função da pandemia de coronavírus, grupo de paraquedistas está preso no Kuwait.

    No início de janeiro, o Pentágono enviou às pressas 3.500 paraquedistas para o Oriente Médio, em meio às tensões geradas pelo assassinato do general iraniano Qassem Soleimani.

    Os cerca de 3.500 soldados da 82ª Divisão Aerotransportada foram enviados ao Kuwait, onde os EUA operam várias bases militares.

    O envio dos soldados foi uma resposta às tensões exacerbadas entre os EUA e o Irã, após o assassinato de Soleimani em 3 de janeiro, nos arredores de Bagdá. O assassinato provocou um ataque de mísseis retaliatório não letal do Irã a bases iraquianas que hospedam soldados americanos.

    Cadetes do Exército iraniano atendendo à cerimônia fúnebre de Qassem Soleimani com retratos do militar
    © AP Photo / Ebrahim Noroozi
    Cadetes do Exército iraniano atendendo à cerimônia fúnebre de Qassem Soleimani com retratos do militar

    Cerca de 800 militares deste grupo retornaram em fevereiro à sua base permanente, no estado norte-americano da Carolina do Norte. Mas os 2.700 militares restantes agora estão presos no Kuwait por causa do novo coronavírus.

    Nesta quinta-feira (26), o secretário de Defesa, Mark Esper, ordenou que todo o movimento de tropas dos EUA no exterior seja suspenso por 60 dias, em uma tentativa de conter a propagação da pandemia.

    "Este não foi um envio normal. Não houve nem aviso prévio. As vidas dos caras também estão difíceis em casa, por causa da rapidez com que partimos”, disse um soldado da 1ª Brigada de Combate da 82ª Divisão Aerotransportada ao The Daily Beast.

    Até o momento, não foram identificados casos de coronavírus na 1ª Brigada. Um soldado teria sido isolado após exibir sintomas da doença, mas seu teste teve resultado negativo.

    COVID-19 na Marinha

    Entretanto, 23 pessoas foram diagnosticadas com COVID-19 a bordo do USS Theodore Roosevelt, um porta-aviões que opera no mar das Filipinas. Toda a tripulação de cerca de 5.000 será testada e o pessoal ficará em quarentena nas instalações da Marinha em Guam.

    Apesar das autoridades militares e de saúde aconselharem que os cidadãos evitem ajuntamentos, os abrigos militares construídos para a quarentena em Guam têm 140 camas amontoadas em um ginásio de basquete a apenas um metro de distância uma da outra, reportou o The Daily Beast.

    Helicópteros sobre o porta-aviões americano USS Theodore Roosevelt
    © REUTERS / Marinha dos EUA
    Helicópteros sobre o porta-aviões americano USS Theodore Roosevelt

    Um soldado dos EUA que trabalha nesse abrigo disse que os militares temem adoecer com a chegada dos tripulantes que estavam a bordo do USS Theodore Roosevelt.

    O secretário interino da Marinha, Thomas B. Modly, confirmou 133 casos de COVID-19 na Marinha dos EUA, incluindo 104 entre militares em serviço ativo.

    Os EUA já são o país mais afetado pela COVID-19 do mundo, com 85.966 casos confirmados e 1.300 vítimas fatais.

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    Tags:
    Irã, Oriente Médio, EUA
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