22:01 05 Abril 2020
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    Mercado mundial de armas está aquecido e Arábia Saudita é a líder mundial inconteste em importações de armamentos, mostram novos dados. Apesar de queda, Brasil segue como maior importador de armas da América do Sul.

    As transferências internacionais de armamentos entre 2015 e 2019 cresceram 5,5% em relação ao período de 2010-2014, informou o Instituto Internacional de Estudos para a Paz de Estocolmo (SIPRI, na sigla em inglês). Os maiores exportadores de armas do mundo foram EUA, Rússia, França, Alemanha e China.

    Os dados mostram que os EUA e a França aumentaram suas exportações de armas de maneira significativa. A participação dos EUA no mercado mundial cresceu de 23 para 36%, o que consolida sua vantagem em relação ao segundo maior exportador mundial, a Rússia.

    "Metade das exportações de armas dos EUA nos últimos cinco anos foram para o Oriente Médio e metade delas foi para a Arábia Saudita", disse o pesquisador sênior do SIPRI Pieter D. Wezeman.

    A França, por sua vez, aumentou sua participação no mercado de armas mundial em 72% e agora domina 7,9% das exportações globais.

    "A indústria de armas francesa se beneficiou da demanda de armas de Egito, Qatar e Índia", explicou o pesquisador Diego Lopes da Silva.

    A China consolidou sua posição como quinta maior exportadora de armas do mundo, expandindo seu portfólio de clientes de 40 para 53 países no período entre 2015 e 2019.

    Tanques dos EUA participam de parada comemorativa do fim da Guerra do Golfo, no Kuwait (foto de arquivo)
    © AP Photo / Gustavo Ferrari
    Tanques dos EUA participam de parada comemorativa do fim da Guerra do Golfo, no Kuwait (foto de arquivo)

    Israel também teve um período lucrativo. Suas exportações de armas aumentaram em 77% e atingiram o maior nível de sua história.

    Principais importadores

    A importação de armas por países do Oriente Médio teve um aumento de 61% entre 2015 e 2019, quando comparada ao período anterior.

    A Arábia Saudita é o principal importador de armas do mundo e responde por 12% das importações mundiais. Riad aumentou suas compras em 130% no período mais recente, quando comparado a 2010-2014.

    Apesar das preocupações com a participação de Riad no conflito no Iêmen, não houve restrição ao fornecimento de armamentos ao país. Os principais fornecedores da Arábia Saudita são os EUA, que respondem por 73% das importações de Riad, e o Reino Unido, com 13%.

    Presidente dos EUA, Donald Trump, mostra cartaz com contratos de vendas de armas para a Arábia Saudita durante reunião com o príncipe herdeiro, Mohammed bin Salman, em 20 de março de 2018
    © AP Photo / Evan Vucci
    Presidente dos EUA, Donald Trump, mostra cartaz com contratos de vendas de armas para a Arábia Saudita durante reunião com o príncipe herdeiro, Mohammed bin Salman, em 20 de março de 2018

    A Índia é o segundo maior importador de armas do mundo, apesar de seu vizinho e rival geopolítico Paquistão encontrar-se somente na 11ª posição.

    "Assim como em anos anteriores, em 2019 a Índia e o Paquistão – ambos países com armas nucleares – atacaram-se mutuamente utilizando uma gama de armamentos importados", explicou o pesquisador sênior do SIPRI Siemon T. Wezeman. "Muitos dos principais exportadores fornecem armas a esses países há décadas, frequentemente vendendo para ambos os lados."

    Os dados apontam o Brasil como o maior importador da América do Sul, respondendo por 31% do total de armas importadas pela região. Apesar da liderança, as importações brasileiras de armamentos sofreram queda de 37% quando comparadas ao período 2010-2014.

    Os principais fornecedores do Brasil no período foram o Reino Unido, EUA, França, Itália e Israel, revelam os dados do SIPRI.

    O SIPRI é um centro de estudos estratégicos dedicado a pesquisa sobre conflitos, controle e comércio de armas. Fundado em 1966, na Suécia, o SIPRI é considerado um dos principais institutos de pesquisa do mundo.

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    Tags:
    Brasil, Índia, França, Arábia Saudita, Rússia, EUA, equipamentos militares, armas
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